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 Dunga sai em defesa de Doni após "punição" da Roma
12 de maio de 2010 10h58

Doni foi colocado na reserva da Roma após não acatar ordens do clube italiano e defender a Seleção. Foto: Getty Images

Doni foi colocado na reserva da Roma após não acatar ordens do clube italiano e defender a Seleção
Foto: Getty Images

O comprometimento com a Seleção Brasileira foi o principal fator para o técnico Dunga definir a convocação para a Copa do Mundo da África do Sul. Se por um lado o treinador barrou jogadores como Adriano, por outro decidiu dar uma chance mesmo para quem não vive bom momento no próprio clube: Doni.

O comandante do Brasil vê a reserva do goleiro na Roma como uma punição à dedicação do atleta à Seleção e, por isso, nem cogitou deixá-lo fora do torneio na África.

"Tenho que levar em conta o comprometimento com a Seleção Brasileira. O Doni teve um atrito no seu clube por decidir jogar na Seleção contra a Inglaterra no final do ano passado. Quando voltou ao seu clube, foi colocado na reserva", afirmou, lembrando que o titular da equipe italiana é outro brasileiro, Júlio Sérgio.

No fim de 2009, a Roma informou que não liberaria Juan e Doni para os amistosos contra Omã e Inglaterra, alegando que ambos estavam machucados. O zagueiro acatou as ordens do clube, mas o goleiro viajou e reforçou a simpatia de Dunga.

"Eu cobrei desde o início a paixão pela Seleção. Não vou mais convocar quando um jogador toma essa decisão e é punido pelo clube? Como fica meu comando com o restante? O grupo pensaria que eu faria a mesma coisa com eles", disse.

Durante seu período à frente da Seleção, Dunga convocou Doni em 13 oportunidades, nas quais disputou nove jogos e sofreu seis gols. Além do ex-jogador de Corinthians e Santos, a Seleção tem também Júlio César e Gomes.

Gazeta Esportiva