- Celso Paiva
- Renato Pazikas
- Direto de Johannesburgo
Os sul-africanos reagiram de maneiras distintas à chegada da Seleção Brasileira ao país da Copa nesta quinta-feira. No Randpark, clube de golfe ao lado do Fairway, hotel no qual os jogadores estão concentrados, a presença dos ilustres hóspedes foi recebida ao mesmo tempo com festa e indiferença.
Os sócios do local praticamente ignoraram a vizinhança. Ficaram assustados com o número de jornalistas que invadiram o clube, mas seguiram jogando suas partidas de golfe e tomando a cervejinha após as atividades normalmente.
"Brasil? O que esse time joga? Rúgbi?", perguntou Michael Jackson, um dos integrantes do grupo formado pela elite branca de Johannesburgo. Ao conhecer a resposta correta, afirmou: "não sei nada de futebol. Mas estou gostando da agitação. É lekker", completou, usando a palavra "legal" em afrikaaner, o idioma dos descendentes de holandeses que vivem no país.
No final do dia, quando os craques brasileiros "invadiram" o campo de golfe para um treino físico, alguns se incomodaram. Mas a maioria curiosa parou para ver os primeiros passos da badalada Seleção na terra do Mundial.
Se os golfistas não se interessam muito pelo time de Dunga, a situação é bem diferente com os funcionários do clube. Desde as primeiras horas da quinta-feira, camisas e faixas do Brasil foram vistas na cabeça e no peito dos sul-africanos negros que prestam serviços ao local.
"Estamos muito ansiosos. Vai ser sensacional ter eles aqui e receber a Copa do Mundo. A final vai ser Brasil e África do Sul", apostou o caddie (ajudante de golfista) Morgon Masilo, antes de cutucar a convocação de Dunga. "Queríamos ver os jogadores antigos, como Ronaldo e Ronaldinho".
A Seleção se concentra no Fairway durante toda a competição. Nesta sexta-feira, a equipe começa a usar as instalações da Hoerskool Randburg, escola escolhida para receber os treinos do Brasil na África do Sul.
- Terra










Assista agora »
Assista agora »
