Atlético Sorocaba perfilado junto com a Coreia do Norte
Foto: Atlético Sorocaba/Divulgação
- Israel Stroh
Os treinos são fechados, os jogadores, quase desconhecidos, ficam blindados em meio a todos holofotes ligados para a Copa do Mundo. A Coreia do Norte que vai enfrentar o Brasil nesta terça-feira é um mistério para muitos, mas não para uma equipe do interior paulista. O Atlético Sorocaba encontrou recentemente os asiáticos e após empate, os jogadores acham que a torcida não tem muito com o que se preocupar.
"Eles querem esconder uma coisa que eles não têm. É um time com pontos fortes, mas não tem condições de enfrentar o Brasil", disse o lateral direito Leandro ao Terra.
A partida foi em 2009, na Coreia do Norte, e terminou sem gols. Já as arquibancadas estavam lotadas de torcedores cujo comportamento assustava, como lembra o atacante Cairo. "Tinha quase 80 mil pessoas lá. Esperávamos ser pressionados, mas a torcida ficava quieta o tempo todo. Foi muito estranho, ficamos assustados", afirmou.
"É um país que dá certo medo. A população é fria, muito quieta, são de conversar pouco e não demonstram alegria nenhuma. Acho que por isso eles ficam tão escondidos na África do Sul. Essa é a característica deles", completou Cairo.
De acordo com ambos, o adversário do Brasil na estreia toca rápido a bola e joga com velocidade pelas laterais, característica do futebol asiático. Disseram também que Dunga deve prestar mais atenção em dois jogadores: o lateral direito Cha Jong Hyok e o meia Mun In Guk.
"Eles tocam rápido a bola e são velozes nas laterais. A zaga não é muito boa, mas o meia (Mun In Guk) tem habilidade", disse Leandro. "Eles são rápidos, como são os times asiáticos, a válvula de escape deles são as laterais, mais pela direita. O ala apoia muito e eles deixam um jogador para cobrir suas investidas", completou Cairo, dando a entender que Michel Bastos pode ter mais trabalho na defesa.
O Atlético Sorocaba disputa a Série A2 do Campeonato Paulista, mas com agenda livre no segundo semestre de 2009, decidiu enfrentar a Coreia do Norte. Jogo e viagem que ficaram marcados na carreira dos atletas. "Foi muito forte conviver em um país com aquela política. As pessoas pareciam reprimidas demais, não sorriam nem durante o jogo, era muita pobreza. São coisas que não se esquece", afirmou Leandro.
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- Especial para Terra













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