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 Jorginho detona Cruyff, defende Dunga e vê legado para 2014
04 de julho de 2010 03h32 atualizado às 12h11

Jorginho chegou a mostrar irritação com o tumulto na chegada da Seleção ao Rio. Foto: Reuters

Jorginho chegou a mostrar irritação com o tumulto na chegada da Seleção ao Rio
Foto: Reuters

Rodrigo Viga
Direto do Rio de Janeiro

O auxiliar técnico Jorginho mostrou bastante irritação com o princípio de tumulto criado no Aeroporto Internacional Tom Jobim na madrugada deste domingo, no desembarque da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo. Ao caminhar pelo saguão principal e se ver cercado por jornalistas e torcedores, o ex-lateral direito ficou muito insatisfeito e deixou o local sem falar com a imprensa, bastante preocupado com a segurança de seus familiares, que voltaram da África do Sul no mesmo voo da delegação verde e amarela.

Momentos depois, ao conseguir encaminhar seus parentes a um carro, o auxiliar de Dunga voltou para falar com os jornalistas e não poupou palavras para defender o trabalho realizado à frente da Seleção desde 2006. "Fomos campeões da Copa América, campeões da Copa da Confederações, ganhamos mais de 60 jogos. Não é um mau trabalho. A gente quer sempre o melhor, é natural, mas esperamos que haja bom senso nas críticas. A pior dívida seria com a própria consciência, e isso a gente não tem", disse.

Ao se dizer um "irmão" de Dunga, Jorginho tratou de abafar as críticas sobre o trabalho do ex-treinador da Seleção, mas não adiantou qual será o caminho do ex-companheiro após o fim da Copa do Mundo. "Acho que o Dunga tem muito potencial, tanto em caráter, como experiência dentro do futebol. É o tipo de treinador que precisamos, que coloca a cara à tapa pelos jogadores. Um cara sem experiência nenhuma (como técnico), conquistar o que conquistou não é fácil. Ele estava muito mais qualificado do que muito treinador aí", afirmou.

Na opinião do auxiliar de Dunga desde 2006, o trabalho realizado nos últimos anos servirá como base para o próximo treinador e fará sucesso no Mundial que será realizado no Brasil, em 2014. "Quem chegar encontrará um legado muito grande que deixamos. Agora o Dunga precisa ter tranquilidade para poder pensar no futuro dele, ele tem muito potencial. Seria um desperdício ele ficar parado. Vale a pena ficar no futebol. E em 2014 irão colher estes frutos", disse Jorginho.

Perguntado sobre as declarações do ex-jogador e antigo técnico do Barcelona, o holandês Johan Cruyff, que criticou o estilo de jogo do Brasil e disse que "não compraria ingressos" para ver a atual equipe verde e amarela, Jorginho disparou contra os carrascos das quartas de final e rebateu. "Se o Brasil joga no segundo tempo o que jogou no primeiro, não tinha essa conversa. A Holanda ganhou, mas não convenceu. Jogou um futebol simples, burocrático, dependendo de três jogadores basicamente. Quanto ao Cruyff, ele não foi campeão do mundo, ele não sabe o que é isso", encerrou.

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Especial para Terra
  1. Felipe Melo não quis falar com os jornalistas na chegada da Seleção Brasileira ao Rio de Janeiro

    Reuters
    Foto: Reuters

  2. Ao caminhar pelo saguão principal e se ver cercado por jornalistas e torcedores, Jorginho, auxiliar da Seleção, ficou muito insatisfeito e deixou o local sem falar com a imprensa, bastante preocupado com a segurança de seus familiares.
    Momentos depois, ao conseguir encaminhar seus parentes a um carro, o ex-lateral voltou e conversou com alguns jornalistas

    Reuters
    Foto: Reuters

  3. Júlio César se emocionou na chegada da Seleção e agradeceu à torcida pelo apoio

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  4. Jorginho teve que ser escoltado por seguranças para conseguir passar pela multidão com a sua família

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  5. Lateral esquerdo reserva do Brasil, Gilberto foi o primeiro a desembarcar no Aeroporto Tom Jobim e cogitou se aposentar da Seleção

    Reuters
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  6. Zagueiro Juan não quis conversar com os jornalistas presentes e, logo depois do desembarque, o camisa 4 logo deixou o aeroporto carioca

    Reuters
    Foto: Reuters

  7. Menino aguarda a chegada de parte da Seleção Brasileira que desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro; poucos torcedores compareceram para receber os atletas

    Foto: Ernesto Portella/Futura Press

  8. Movimento de jornalistas foi grande no saguão do aeroporto carioca

    Foto: Ernesto Portella/Futura Press

  9. Volante Kléberson se disse feliz por participar de mais uma Copa: "valeu a pena", declarou o pentacampeão mundial em 2002

    EFE
    Foto: EFE

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