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Copa 2006
Sábado, 29 de abril de 2006, 10h00  Atualizada às 10h04
Álbum da Copa desperta paixão de colecionadores
 
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Tradicional passatempo dos fãs de futebol nos meses que antecedem as Copas do Mundo, o álbum de figurinhas virou uma "febre" entre os torcedores brasileiros a pouco mais de 30 dias para o início da competição na Alemanha. A empolgação pode ser vista pela corrida dos colecionadores às bancas de jornal pelo País. A procura aumentou 40% em relação a 2002.

Febre de figurinhas atinge
desde mulheres até crianças

"Esperamos um interesse bastante alto até o final de maio. O torcedor quer ter o álbum completo, informações gerais dos jogadores, antes de começar o campeonato. Esperamos ainda uma atividade bastante forte, com tendência de diminuir apenas em junho", disse José Eduardo Martins, presidente da Panini Brasil Ltda, filial da editora italiana que detém os direitos de produção do álbum.

Segundo Martins, a empresa, responsável pela confecção e distribuição em mais de 30 mil bancas no Brasil e também em toda a América Latina, aumentou a produção diária para atender a demanda dos colecionadores. "Hoje estamos produzindo 2,7 milhões de envelopes por dia. Esperamos produzir mais de 500 milhões de envelopes em toda a competição", afirmou.

Francisco Ranieri, presidente do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo, comprova o sucesso nas bancas. "Faz muito tempo que o mercado não tem um álbum de figurinhas de tanta penetração. Jornaleiros que compravam 100 pacotinhos por semana estão comprando três mil".

A boa fase da Seleção Brasileira, candidata ao hexacampeonato na Alemanha, é outro fator apontado para o aumento nas vendas. "Está crescendo muito em torno da grande visibilidade dos jogadores brasileiros no mundo, principalmente pelas campanhas de publicidade. A vitrine acaba sendo grande e isso aumenta o interesse. Além disso, o Brasil é o grande favorito. Assim, as pessoas já começam a viver a Copa. Isso é diferente de 2002, quando a competição aconteceu longe e a Seleção quase não se classificou", justificou José Eduardo Martins.

Nem todos os jogadores da Seleção Brasileira que estão no álbum têm presença assegurada na Copa do Mundo. Preteridos por figurinhas dos volantes Renato e Júlio Baptista, Gilberto Silva e Edmílson devem fazer parte do grupo. Como o prazo final para as seleções anunciarem os convocados é no dia 15 de maio, a editora teve de se adiantar e escolher 17 jogadores de cada país.

"Foi feita uma escolha dos atletas em potencial. Os craques que têm grandes chances de serem convocados. Todos que estão lá participaram dos jogos das Eliminatórias. Em 2002, erramos ao colocar o Juan, que não foi chamado, mas acertamos ao deixar o Romário de fora".

O sucesso da Seleção no Mundial pode significar vida longa às figurinhas. ¿Se o Brasil for campeão, haverá procura até dezembro. O interesse não morrerá depois da Copa, ao contrário de 82, quando os jornaleiros tiveram um grande prejuízo¿, disse Ranieri, lembrando da eliminação da equipe dirigida pelo técnico Telê Santana.

No entanto, a ¿febre¿ das figurinhas não atingiu somente os brasileiros. Segundo o site oficial da Uefa, o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, está prestes a completar seu álbum. Já em Belgrado, capital da Sérvia e Montenegro, a polícia precisa vigiar os encontros entre colecionadores no centro da cidade, que se reúnem para trocas.


 

Redação Terra