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Figurinha não é apenas coisa de criança. Pelo menos é isso que o álbum oficial da Copa do Mundo da Alemanha está provando. A ¿explosão¿ das figurinhas atinge desde mulheres até apaixonados pela arte de colecionar.
Álbum da Copa desperta paixão
O publicitário Thiago Grecco, 22 anos, coleciona junto com o irmão Filipe, 24 anos, todos os álbuns de Copas desde 1990. Ele garante que a paixão pelo futebol o motivou a virar um colecionador.
"Eu gosto muito de futebol. E, por ser de Copa, que acontece apenas a cada quatro anos, chama mais a atenção. Por isso tem que colecionar para ter uma lembrança. Além disso, pode servir também de livro de consulta", afirmou Grecco.
A figurinha mais difícil dentre todos os álbuns colecionados pelo fanático foi a de Romário, na Copa de 1994.
"Mesmo sendo jovem (tinha dez anos), eu lembro que a do Romário era bem difícil de tirar. Foi a figurinha mais complicada", confirmou.
O passatempo, que antes só mexia com os homens, agora também está atingindo o sexo oposto. Influenciada por amigos, a estagiária de marketing Juliana Jardim de Oliveira, 21 anos, comprou o álbum da Copa deste ano e não se arrependeu.
"Estou adorando! Está meio difícil de achar as figurinhas, mas estou achando o máximo colecionar", disse ela.
Juliana garante que deve repetir a dose na Copa de 2010 e fala que álbum de figurinhas não é coisa de criança.
"Não acho que álbum seja coisa de criança. Também é, mas adulto também pode colecionar. Com certeza valoriza muito mais que uma criança, mas de certa forma dá uma nostalgia".
A paixão pelas figurinhas chegou tarde para Fernando Augusto Gomes Colpi, 26 anos. E o que é mais curioso: veio graças ao sobrinho Murilo Rogério Colpi, 5 anos.
"Ele ganhou o álbum e eu, quando vi, curti muito. Acho até que mais do que ele. Comprei e agora não vejo a hora de completá-lo", disse o assistente técnico.
"Fiz uma promessa para o meu sobrinho: vamos colecionar todos os álbuns de Copa de agora em diante", emendou.
Mesmo novo, Murilo mostra que entende do assunto e até cobra da editora Panini, que é quem detém os direitos de produção do álbum.
"Só não vi ainda a figurinha do Parreira", disse o jovem, sorrindo, sem saber que os álbuns de Copa seguem a tradição de não confeccionarem as figurinhas dos treinadores.
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