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Quarta, 14 de junho de 2006, 12h06 
Prostitutas de Berlim não dão conta da clientela
 
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Apesar dos temores pelo aumento da prostituição forçada durante a Copa 2006, para muitas profissionais de Berlim o torneio é uma oportunidade para multiplicar seus rendimentos porque elas aumentaram seu turno de trabalho e estão ganhando hora extra, informou nesta quarta-feira o jornal alemão Bild, o de maior tiragem do país.

Segundo a publicação, os bordéis alemães aumentaram seu horário de funcionamento e os clientes chegam a fazer fila na porta de alguns deles. Alguns potenciais clientes chegam a dar meia-volta em alguns estabelecimentos, que estão lotados. As cerca de 8 mil prostitutas da capital não estão dando conta da demanda.

A polícia alemã assegurou na semana passada que, até o momento, não há indícios de um aumento da prostituição, apesar das autoridades esperarem a chegada de até 40 mil prostitutas extras por ocasião do Mundial.

Josephine Conte, de um dos 400 prostíbulos berlinenses, assegurou ao Bild que a demanda está alcançando níveis nunca antes vistos e que há reservas feitas até o final do torneio. Segundo ela, há colegas de trabalho trabalhando até 16 horas por dia e, como os clientes geralmente as procuram antes das partidas "para relaxar", o tempo de espera entre uma sessão e outra é de geralmente duas horas.

Organizações nacionais e internacionais manifestam há meses sua preocupação quanto à prostituição forçada durante o Mundial da Alemanha, onde essa atividade é legal desde 2002.
 

AFP

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