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Seleções
Sexta, 26 de maio de 2006, 18h52 
Invasora diz que Ronaldinho pediu para "rolar na grama"
 
Allen Chahad
Antonio Prada
Sérgio Loredo
Wanderley Nogueira
Direto de Weggis (Suíça)
 
O Dia
Sheila chegou à Suíça com um contrato para dançar em boate
Sheila chegou à Suíça com um contrato para dançar em boate
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Foram menos de cinco minutos, mas o suficiente para a loira Sheila Soares, 29 anos, nascida em Natal (RN), virar o maior destaque do período de preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Alemanha. A ex-dançarina de boate, há 10 morando na Suíça, invadiu o campo de treino e abraçou o meia-atacante Ronaldinho, nesta sexta-feira.

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"Não sabia para onde correr. Eram muitos homens", contou Sheila em entrevista ao Terra. Segundo ela, o jogador escolhido, Ronaldinho, foi muito simpático e disse a seguinte frase: "Já que você está aqui, vamos rolar na grama". Sheila disse ainda que tinha ingresso para ver o treino. Quando indagada por que estava com uma credencial no peito (identificada em uma das cenas transmitidas via satélite pelo Terra), a hoje comerciante disse que ganhou de um amigo e era um passe de imprensa.

Depois da invasão, Sheila foi algemada e jogada num carro policial, onde teve uma crise de asma. Ao chegar à delegacia, ganhou um lanche de pão com queijo e um refrigerante da polícia antes de ser liberada, sem pagar multa, ao contrário do que foi informado pelos policiais. A loira deixou Weggis e seguiu para Zurique, onde vive e tem uma boutique. Passou em casa rapidamente e seguiu direto para um bar. Tomou champagne com os amigos, comemorou a fama instantânea e anunciou que viaja neste sábado para o Brasil, onde vai buscar novas peças para a loja de roupas.

Confira a entrevista na íntegra.

Terra: Por que você decidiu invadir o campo?
Sheila:
Sempre acompanho as entrevistas do Ronaldinho, ele é muito humilde e simples. Tentei um autógrafo dele e não consegui. Por isso resolvi entrar no campo. Vou levar esse abraço para o meu filho, que é louco pelo Ronaldinho. Não consegui passagem para que ele viesse à Suíça vê-lo de perto. Meu filho me chamou de louca, mas está muito feliz. Agora estou pensando melhor... Que loucura que eu fiz!

Terra: O que o Ronaldinho te disse?
Sheila:
Foi muito simpático. Ele disse: "Já que você está aqui, vamos rolar na grama".

Terra: Você já havia tomado alguma atitude parecida antes?
Sheila:
Nunca. Normalmente, sou muito certinha. Uma vez ou outra, me envolvi em alguma discussão, mas nada parecido com isso. Para mim, o que vale é a beleza interior, e com o Ronaldinho é assim. Também gosto muito do Roberto Carlos, gritei muito o nome dele da arquibancada. Quando invadi, fiquei em dúvida na direção de quem correr. Eram muitos homens. Acabei decidindo pelo Ronaldinho, que era o mais próximo.

Terra: Como você veio parar na Suíça?
Sheila:
Vim com um contrato para dançar em boate, fazer shows. Passei dois anos dançando, casei com um suíço, saí da boate e hoje sou empresária. Meu nome é bastante conhecido aqui.

Terra: Quando você chegou, foi diferente do que tinha imaginado pelo contrato?
Sheila:
Sim, um pouco. Por exemplo, era obrigada a beber champanhe. Mas aqui é tudo numa boa, não tocam em você, você não faz nada que não quiser. Nunca fiz programa, até porque, se te pegarem fazendo programa, multam e mandam embora do país.

Terra: Você já sofreu discriminação na Suíça?
Sheila:
Sim, já sofri. Eles pensam que todos os brasileiros são iguais. Ficam com aquela história de que as mulheres são quentes e só pensam em dinheiro, mas não é assim. Estou aqui porque gosto. O país é bonito, e o pessoal é gente boa. Minha mãe e minha irmã vieram para cá e também casaram com suíços, a família toda está aqui. A maioria acha que toda mulher brasileira é sinônimo de sexo, mas não é verdade. Tem gente, como eu, que vem aqui buscar uma condição melhor de vida.
 

Redação Terra