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Seleções
Quinta, 8 de junho de 2006, 16h52  Atualizada às 20h07
Lula pergunta a Parreira se Ronaldo está gordo
 
Allen Chahad
Antonio Prada
Sérgio Loredo
Wanderley Nogueira
Direto de Koenigstein
 
Reuters
Em videoconferência, presidente conversou com jogadores da Seleção
Em videoconferência, presidente conversou com jogadores da Seleção
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou o técnico Carlos Alberto Parreira em uma saia justa, nesta quinta-feira, em videoconferência com a Seleção Brasileira. Depois de desejar boa sorte ao grupo que busca o hexacampeonato na Alemanha, ele perguntou se o atacante Ronaldo está mesmo fora do peso.

Veja os melhores momento da conversa de Lula com a Seleção
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"Afinal, ele está gordo ou não?", perguntou o político, obtendo a resposta esperada do treinador: "Ele está muito forte, presidente. Já não é mais aquele garotinho, mudou o biótipo".

Na seqüência, Lula se dirigiu ao experiente lateral-direito Cafu e pediu que ele orientasse os jogadores mais novos. A principal preocupação do presidente é para que os brasileiros não caiam nas provocações dos adversários na Copa do Mundo.

"Não deixa essa meninada tremer, Cafu. Dentro de campo, vocês têm que pedir para os garotos não perderem em cabeça. A gente lembra de 1994, quando o Leonardo acertou uma cotovelada no jogador norte-americano (Tab Ramos) e foi expulso", afirmou.

O capitão da Seleção disse estar tranqüilo. "Apesar da pouca idade da nossa equipe, todos os jogadores são experientes. Quanto às agressões, foram episódios que não vão acontecer mais. Está todo mundo ligado naquilo que nós estamos fazendo dentro de campo."

Como não poderia ser diferente, Lula avisou que o povo brasileiro deposita muita esperança na Seleção. O presidente disse que o momento atual é mágico, e "o grau de expectativa é possivelmente o maior de todas as épocas".

"Sabemos disso", respondeu Parreira. "Estamos imbuídos desse espírito que se espalhou pelo país. Sabemos que, trabalhando com seriedade, podemos corresponder. Estamos dispostos a vender caro qualquer coisa que não seja a conquista do hexa", concluiu.

Também participou da videoconferência o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ele questionou o lateral-esquerdo Roberto Carlos se a Seleção não ficaria vulnerável na defesa por conta de sua vocação ofensiva. Ouviu do camisa 6 que a equipe está bem treinada para evitar isso.

"Caldo de galinha" e lembranças

Apesar de manifestar todo o otimismo do povo brasileiro em relação à Copa do Mundo, Lula pediu cuidado aos atletas. "Mantenham a calma. Caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém", brincou o presidente, que se dirigiu diretamente a Robinho: "Vamos ver se o Parreira te dá uma colher de chá".

Ao conversar com Zagallo, o político demonstrou preocupação com sua saúde. "Estou mais pronto e ligado do que nunca. Vamos ver se a Seleção provoca um curto-circuito nos adversários", foi a resposta do coordenador técnico, que busca na Alemanha seu quinto título mundial.

A videoconferência foi marcada também pelas lembranças. A primeira citada por Lula foi o gesto de Didi na final da Copa de 1958. "Quando a Suécia fez 1 a 0, ele foi buscar a bola no fundo da rede e passou conversando com todos os jogadores, não desanimou naquele momento."

O presidente também tratou de homenagear o locutor Fiori Giglioti, que morreu na madrugada desta quinta, em São Paulo. "Abrem-se as cortinas, e começa o espetáculo", disse Lula, repetindo bordão utilizado inúmeras vezes pelo radialista em seus mais de 50 anos de carreira.
 

Redação Terra