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A República Checa não irá brincar em sua estréia na Copa do Mundo contra os Estados Unidos, pelo Grupo E, na segunda-feira. Em 1990, a então Tchecoslováquia bateu os Estados Unidos por 5 x 1 na Copa do Mundo, mas a República Checa, jogando sua primeira Copa como uma nação independente, sabe que os EUA percorreram um longo caminho desde então.
Os bem cotados checos sabem que a complacência poderia ser fatal contra um time que chegou às quartas-de-final depois de vencer Portugal por 3 x 2 na estréia da Copa do Mundo quatro anos atrás. "O resultado do primeiro jogo é a chave para o sucesso em todo o torneio", disse o atacante de 33 anos Jan Koller. "Nós todos sabemos disso e obviamente sentimos a responsabilidade. Nós temos um time de qualidade e queremos vencer."
A República Checa, que chegou às semifinais da Euro 2004, parecia preocupada com problemas de contusão na reta final, mas todos os jogadores estão em forma, exceto o atacante Milan Baros. O técnico Karel Brueckner irá decidir no domingo se o artilheiro da Euro 2004 poderá jogar, já que o jogador de 24 anos quase não treinou devido a uma contusão no pé que ele sofreu num amistoso na semana passada.
Também há preocupação entre a imprensa tcheca de que muitos jogadores-chave do meio-campo e do ataque já estão na casa dos 30 anos, embora a defesa seja bastante ágil.
Jogadores velhos
O craque Pavel Nedved, que voltou da auto-imposta aposentadoria da seleção, deixou o treino na quinta-feira depois de machucar o joelho. Entretanto, o jogador de 33 anos deve jogar. "É verdade que temos alguns jogadores mais velhos, mas com a idade temos muita experiência", disse o goleiro Petr Cech.
Os tchecos são perigosos no ataque e Koller é a maior ameaça, enquanto o meio-campo Tomas Rosicky, que acabou de convencer o Arsenal de seu valor, irá causar uma série de problemas para a defesa adversária.
Brueckner e seus jogadores falaram pouco a respeito de suas possibilidades, embora o técnico tenha dito: "Estamos tentando ser modestos em nossas declarações, mas não modestos em campo."
Entretanto, o técnico dos EUA Bruce Arena está feliz em expressar sua confiança em um time que não era levado a sério antes da vitória sobre Portugal em 2002 e disse que eles podem se sair bem contra os checos.
Arena tem a mesma base de quatro anos atrás, mas agora com mais experiência no alto nível de futebol. "Acredito que a experiência ajuda", disse Arena. "Acho que é uma vantagem ter um número de jogadores que jogaram em 2002 e experimentaram o sucesso. Muitos outros estiveram em 1998."
Arena sabe que os EUA precisam de pelo menos um ponto diante dos tchecos - com Itália e Gana ainda pela frente - para aumentar suas esperanças de sobreviver ao difícil Grupo E.
Ele também está ansioso para provar que os norte-americanos podem vencer um grande time em solo europeu, tendo lutado por isso nos últimos oito anos. Porém, os tchecos são osso duro de roer. "Obviamente, eles são um time muito bom, com grandes jogadores de ataque", declarou Arena. "Eles são fortes da defesa até o ataque. Esta é a razão pela qual eles são a seleção número 2 do mundo."
Escalação provável: Estados Unidos (4-4-2) 18-Kasey Keller; 7-Eddie Lewis, 22-Oguchi Onyewu, 23-Eddie Pope, 6-Steve Cherundolo; 15-Bobby Convey, 10-Claudio Reyna, 4-Pablo Mastroeni, 17-DaMarcus Beasley; 21-Landon Donovan, 20-Brian McBride. Técnico: Bruce Arena República Checa (4-4-2) 1-Petr Cech; 2-Zdenek Grygera, 6-Marek Jankulovski, 22-David Rozehnal, 21-Tomas Ujfalusi; 4-Tomas Galasek, 11-Pavel Nedved, 8-Karel Poborsky, 10-Tomas Rosicky; 15-Milan Baros, 9-Jan Koller. Técnico: Karel Brueckner Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai) Auxiliares: Amelio Andino (Paraguai), Manuel Bernal (Paraguai)
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