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Em 2002, o técnico holandês Guus Hiddink levou a Coréia do Sul às semifinais. Quatro anos depois, o compatriota Dick Advocaat vai tentar mostrar contra Togo, na terça-feira, se ele é capaz de fazer o bom trabalho de Hiddink.
Apoiados por uma torcida apaixonada dentro de casa, a Coréia tornou-se a primeira equipe aisática a chegar entre os quatro primeiros de um Copa do Mundo após eliminar potências como Itália, Espanha e Portugal.
Apenas o futebol forte e organizado da Alemanha foi capaz de impedir os sul-coreanos de chegar à final. Ao mesmo tempo em que há dúvidas sobre suas habilidades de repetir uma campanha positiva em terras estrangeiras, a Coréia diz que não estará satisfeita com menos que um lugar nas oitavas-de-fianl.
"Vamos mostrar que o que fizemos quatro anos atrás não foi uma farsa", disse o atacante Seol Ki-hyeon. "A pressão é maior que antes. Não havíamos vencido um jogo sequer antes de 2002 em Mundiais, mas chegamos às semifinais. Não será fácil enfrentar o Togo, a Suíça e a França, mas estamos prontos".
Já o Togo tem muito mais problemas. Seu técnico, o alemão Otto Pfister, abandou a equipe por causa de discordâncias entre o time e representantes da seleção.
"Quando comecei a ser técnico de Togo, foi prometido a mim que o prêmio para os jogadores seria esclarecido. E isso ainda não aconteceu, então decidi me demitir imediatamente", disse ele.
Apesar disso, os sul-coreanos terão que ter muito cuidado com Emmanuel Adebayor, que foi artilheiro das eliminatórias africanas. "Sabemos que ele é o melhor jogador do time", disse o assistente da seleção sul-coreana Pim Verbeek.
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