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Quinta, 15 de junho de 2006, 21h01 
Paraguaios choram após eliminação prematura no Mundial
 
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Com lágrimas e duras críticas a dirigentes e ao técnico, os paraguaios lamentaram na quinta-feira o fracasso de sua seleção na primeira fase da Copa do Mundo da Alemanha.

O Paraguai perdeu de 1 a 0 para a Suécia na segunda derrota consecutiva da equipe e foi eliminado de forma prematura do torneio na Alemanha.

Depois de uma estréia amarga contra a Inglaterra, em 10 de junho, que terminou 1 a 0 a favor dos ingleses, os torcedores paraguaios esperavam ansiosos por uma recuperação.

Mas nos últimos minutos do jogo disputado em Berlim, o sueco Freddie Ljungberg marcou o gol que acabou com a esperança da torcida.

"É uma decepção terrível. Esperamos quatro anos para sermos eliminados em duas partidas. Não pode ser", disse a uma rádio local Roberto Benítez, um indignado torcedor da seleção "azul e vermelha".

"Eu culpo diretamente o técnico porque não nos preparamos como deveríamos. Acredito que o 'Maño' tem que ir para sua casa", completou ele, referindo-se ao técnico uruguaio Aníbal Ruiz.

Centenas de torcedores se retiraram chateados da antiga estação de trem no centro de Assunção, que se tornou um ponto de encontro obrigatório para ver as partidas do Mundial.

"Fomos eliminados e nem sequer conseguimos marcar um miserável gol que não fosse contra. É uma vergonha", disse, quase chorando, Osvaldo Riveros, um jovem de 22 anos que arrastava uma bandeira nacional.

Os torcedores culparam o técnico, a quem acusaram de não ter coragem para trabalhar com uma equipe ofensiva.

"Vamos deixar o Mundial porque não temos um bom técnico. Quando o 'Maño' se animou a trabalhar de forma ofensiva, já era muito tarde", disse Aníbal González.

"Os dirigentes são também responsáveis por este fracasso porque permitiram levar jogadores que não estavam em forma", completou.

A derrota não impediu que os paraguaios destacassem a atuação do atacante Nelson Haedo Valdez e do goleiro Aldo Bobadilla, considerados os melhores do grupo.

"Senti muita tristeza por Bobadilla e Heado, que saíram chorando de campo, pelo esforço que fizeram. Eles lutaram com garra pela seleção", disse Sara Acosta, 40 anos, que estava acompanhado de seus filhos de 7 e 9 anos.

O Paraguai disputará na terça-feira seu último jogo na Copa, contra Trinidad e Tobago, em Kaiserslautern.
 

Reuters

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