Boletim
Receba todas as novidades por email

 Fale conosco
Envie suas sugestões ao canal

 
Seleções
Sexta, 16 de junho de 2006, 17h47 
Seleção defende Ronaldo com "unhas e dentes"
 
Últimas de Brasil
» A investidores, Lula diz que Seleção daria prejuízo
» Juan: 'Roberto Carlos não errou no gol de Henry'
» Ronaldo pode ter licença de motorista cassada
» Cirurgia afasta Ronaldo por um mês dos campos
» Todas as notícias de Brasil
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

O atacante Ronaldo recebeu nesta sexta-feira forte apoio de seus companheiros da Seleção, principalmente Ronaldinho Gaúcho, que prometeu ao "Fenômeno" que ele será defendido "com unhas e dentes", mesmo depois da fraca atuação na estréia da equipe contra a Croácia na Copa do Mundo.

"Todos nós defendemos o Ronaldo com unhas e dentes porque o conhecemos e sabemos de sua qualidade e importância para o grupo", manifestou o melhor jogador do mundo.

"É difícil dar conselhos a um jogador que já viveu tanta coisa, que tem tanta experiência, muito mais até do que eu. A única coisa que falo para o Ronaldo é que ele se divirta, faça o que mais gosta e com alegria", afirmou Ronaldinho Gaúcho.

Ronaldo voltou a ser o protagonista de uma polêmica em Königstein, desta vez em decorrência de uma declaração de sua mãe, Sônia Nazário, feitas para uma TV brasileira.

Segundo ela, o filho comentara depois da partida de terça-feira, contra a Croácia, em Berlim, que havia se sentido mal e por isso pedira substituição no segundo tempo.

Ronaldo disse, nesta quinta-feira, ter sentido náuseas e enjôos no dia seguinte à partida e que por isso foi submetido a exames em uma clínica de Frankfurt.

O chefe do departamento médico da seleção, José Luiz Runco, recebeu o comentário de Sonia Nazário com aparente naturalidade e o atribuiu a uma preocupação normal de mãe.

O meio-campo Emerson também defendeu Ronaldo, mas assegurou que o atacante não pode ser tratado como uma criança ou um jogador novato.

"Nós temos que parar de tratar a Ronaldo como uma criança ou um jogador que nunca disputou um Mundial. Ele é adulto e tem muitas responsabilidades", disse Emerson, irritado com as insistentes perguntas da imprensa sobre o estado de seu compatriota.

Ronaldinho Gaúcho fez uma autocrítica ao admitir que deveria ter se movimentado mais na partida de terça-feira, e recebeu com naturalidade o anúncio de Parreira de que na seleção "há jogadores importantes, mas não intocáveis".

"Isso é importante porque dá motivação aos 23 jogadores a buscar um posto de titular", disse Ronaldinho Gaúcho.

O jogador de 26 anos manifestou que em um time de "11 estrelas com um nível altíssimo" ele é somente mais um, que trabalha para que seus atacantes marquem gols, diferente à função que tem no Barcelona, onde busca mais o gol dos adversários.

"Na Seleção Brasileira tenho a função de jogar no meio-campo, chegando atrás dos dois atacantes. No Barcelona jogo à frente chegando pela esquerda", explicou aos jornalistas.

Além da maneira de jogar, o melhor do mundo admitiu que as responsabilidades também são diferentes quando a camisa a ser vestida é a verde e amarela brasileira.

"No Brasil tentamos fazer com que um complete ao outro. Ninguém pensa em sua consagração individual. É o primeiro pensamento que temos", manifestou o jogador de 26 anos.

A afirmação contrasta com manifestações do treinador Carlos Alberto Parreira e do atacante Ronaldo segundo as quais, Ronaldinho Gaúcho tem toda a liberdade para jogar na faixa que quiser do campo.

"Tenho que fazer meu trabalho para que os atacantes façam gols e se consagrem como artilheiros. Meu trabalho é esse e cada um sabe cumprir sua função", disse nesta sexta o jogador.

Ronaldinho Gaúcho afirmou que também conversa bastante com Parreira para saber o que deve fazer quando a seleção perde a bola, o que sugere um compromisso tático extra para reforçar a marcação, algo que não é primordial dentro de sua função no Barcelona.
 

EFE

Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.