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Seleções
Segunda, 19 de junho de 2006, 07h20  Atualizada às 08h07
Quadrado mágico é insosso, afirma imprensa estrangeira
 
Reprodução
Capa de jornal argentino alterna provocação e análise da vitória brasileira no domingo
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A imprensa internacional criticou a atuação do Brasil na vitória por 2 a 0 contra a Austrália, em Munique, em partida válida pela segunda rodada do Grupo F da Copa 2006, na tarde do último domingo. O tão falado quadrado mágico virou "um quadrado insosso", segundo os jornais estrangeiros.

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Mesmo com a classificação para as oitavas-de-final, os jornais estrangeiros destacaram que a equipe comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira não convenceu ainda com o futebol apresentado contra os australianos.

"Ronaldinho ficou preso, lento, ausente. Nada a ver com o camisa 10 do Barcelona. O quadrado não é mágico, é insosso. Porque quando Ronaldinho não joga bem, leva junto toda a equipe", estampa o jornal espanhol AS.

"Os laterais perderam a velocidade. Emerson parece um senhor mais velho. Zé Roberto corre como uma mula sem cabeça. Kaká é apenas meio Kaká. Adriano e Ronaldo estão sem estar. E isso porque Ronaldo melhorou em relação a sua estréia. Era impossível fazer pior", destaca.

O Marca, também da Espanha, chama atenção para a falta de velocidade da Seleção Brasileira. "O principal problema do Brasil é sua lentidão. Nem Ronaldinho nem Kaká davam velocidade à bola e é muito difícil surpreender com o freio de mão puxado. Era possível contar as chances de gol a conta-gotas", analisa uma das reportagens sobre o jogo.

Mesmo na Itália a notícia foi de que o resultado não refletiu a apresentação do Brasil na bela Arena de Munique. "O resultado de 2 a 0 não fotografa o andamento da partida. O Brasil em campo estava claramente abaixo do tom. Mas mesmo assim a Seleção consegue uma vaga nas oitavas-de-final", relata o tradicional jornal La Gazzetta dello Sport.

Os argentinos, por outro lado, ponderaram e preferiram prever uma melhora brasileira ao longo da Copa do Mundo. "A Austrália complicou e o Brasil jogou mal. Nada de outro mundo, pois historicamente a Seleção Brasileira guarda suas melhores atuações para os momentos que merecem", analisa o diário esportivo Olé, um dos mais lidos do país.

"Vão ganhando ritmo durante a competição, sem usar tanques para exterminar formigas. Já classificado, mas contente por responder com resultado à pressão de ser favorito, o Brasil fará contra o Japão seu último treinamento antes do Mundial de verdade, quando os melhores aparecem - caso contrário não seriam os melhores", continua, sobre o jogo que fecha a primeira fase, na quinta-feira.

Mas o Clarín opta pelo pessimismo para descrever a atual situação da equipe de Parreira no Mundial. "Brasil ganha, mas não começa a jogar", desfere.

Os franceses também deram espaço para o jogo do último domingo, resumindo em uma frase o que foi a partida. "O Brasil se classifica para as oitavas-de-final, mas com muito sofrimento", é o título do L'Equipe.


 

Redação Terra