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O técnico do Japão, o brasileiro Zico, afirmou hoje que "oito minutos mal jogados" são os responsáveis pela difícil situação do país hoje na Copa do Mundo. Os japoneses precisam vencer o Brasil amanhã, na última rodada do grupo F da Copa do Mundo, e torcer ainda por uma combinação de resultados envolvendo o jogo entre Austrália e Croácia para garantir a segunda vaga da chave nas oitavas-de-final.
"Oito minutos mal jogados me deixaram nessa situação incômoda", disse o ex-jogador do Flamengo em entrevista coletiva posterior ao reconhecimento do gramado no Westfalenstadion de Dortmund. "O Japão vai para o jogo (contra o Brasil) em uma situação que não esperávamos. Nem a vitória será capaz de nos garantir na próxima fase, pois se a Austrália vencer (a Croácia) estaremos fora. Sabemos da força do adversário, mas seguiremos lutando", completou.
Zico lembrou seu "passado" com a seleção brasileira e assegurou que não será nada fácil bater o técnico Carlos Alberto Parreira, que foi seu preparador físico e treinador, e muitos jogadores com os quais conviveu na Copa do Mundo de 1998, na França. Na época, Zico foi auxiliar do técnico Zagallo.
O treinador do Japão adiou para esta quinta-feira a resolução do mistério envolvendo a equipe titular para o jogo contra o Brasil. "Falei com todos os jogadores e disse que queria todos preparados. Que ninguém se surpreenda com minhas decisões", afirmou.
O técnico disse ainda que aproveitará o fato de o Japão jogar à noite pela primeira vez na Alemanha para imprimir maior velocidade a seu estilo de jogo. Zico não pôde fazer uso de tal artifício contra a Austrália e a Croácia, devido ao intenso calor. "Vamos jogar por uma vitória, fazer com que os jogadores brasileiros não tenham espaços", acrescentou. "Ganhar do Brasil terá um grande significado, e marcaria o futebol japonês, independente da classificação", ressaltou.
Em uma breve análise sobre o rendimento do Brasil, Zico minimizou as críticas pelo futebol pouco "vistoso" apresentado até agora. "O Brasil deve esperar dificuldades. É preciso também dar mérito às seleções que não deixaram o Brasil jogar. Estas devem ser elogiadas, porque jogaram de forma limpa", concluiu.
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