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Quarta, 21 de junho de 2006, 17h22  Atualizada às 17h41
Trinidad e Tobago volta para casa de cabeça erguida
 
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Eles não venceram nenhum jogo nem marcaram um gol sequer, mas a seleção de Trinidad e Tobago ainda assim deixou sua marca na Copa, provando que mereceu seu lugar na Alemanha. A nação de duas ilhas empatou com a Suécia e conseguiu um ponto em seu jogo de estréia. Em seguida, deu trabalho à Inglaterra antes de levar dois gols e sucumbir.

Uma medida das grandes expectativas criadas foi a descrição do capitão Dwight Yorke da derrota de 2 a 0 para o Paraguai, na terça-feira, como uma "enorme decepção".

Os trinitenses ainda mantiveram uma magra esperança de chegar às oitavas-de-final pelo Grupo B, mas uma primeira vitória se mostrou além de seu alcance. "Estamos decepcionados por estar fora, mas nos despedimos com orgulho", avaliou o técnico Leo Beenhakker. "Sabíamos desde o começo que havia uma grande diferença de nível entre nossos jogadores e os de outros times", disse. "Nós jogamos com muita coragem e paixão, trabalhamos duro no torneio e não podíamos querer mais."

Beenhakker disse que o Mundial foi um intenso aprendizado para um time que participou pela primeira vez do maior evento do futebol. Tirando Yorke, que tem 34 anos, uma longa carreira em grandes times e é o jogador mais conhecido da seleção, a equipe de Trinidad teve jogadores escalados entre as divisões mais baixas do futebol inglês e escocês.

Partindo disso Beenhakker, que assumiu o comando com três partidas já disputadas nas eliminatórias, moldou um time bem organizado, à vontade com a bola e perigoso em pontos-chave. "Não nos saímos tão mal. Os jogos na Copa são muito mais velozes do que os que estamos acostumados", disse o holandês. "Esse foi um grande problema, você não tem tempo para jogar."

Yorke, que fez seu retorno às disputas internacionais no ano passado, depois de uma ausência de quatro anos, não escondeu sua decepção. "Queríamos vencer um jogo, marcar um gol, isso teria tornado a campanha um enorme sucesso", disse ele. "No jogo contra o Paraguai, sentimos que fizemos o suficiente para merecer algum resultado."

Trinidad foi aplaudido de pé pela torcida em Kaiserslautern, e muitos jogadores permaneceram depois do apito final para saborear seus últimos instantes na Copa do Mundo. "Foi um momento especial", disse Yorke. "Somos só uma pequena nação, muitos torcedores vieram para cá, e o povo alemão nos fez sentir muito bem-vindos. Conquistamos os corações de muitas pessoas ao redor do mundo."
 

Reuters

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