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Nascido no Brasil, Alex faz parte do time do Japão que enfrenta a Seleção na última rodada da primeira fase do Mundial nesta quinta. Para continuar vivo na competição, o jogador naturalizado precisa vencer o país onde nasceu de qualquer maneira.
"Será uma sensação estranha. Vou jogar contra o país que nasci e defender o país que eu escolhi proteger. Quando eu escuto o hino nacional brasileiro, ainda é algo que comove, mas tenho de esconder esses sentimentos. Na verdade, é emocionante escutar os dois hinos", afirmou Alex.
A despedida do atual treinador aumenta ainda mais o desejo japonês de vitória. "É o último jogo do Zico, mas nós também sabemos que não temos outra opção que não seja tentar vencer", disse o atleta de 28 anos, que obteve a cidadania japonesa em 2001.
"Todos os jogadores sentem o mesmo. Precisamos vencer e temos que deixar cada gota de energia no gramado", acrescentou. Zico fazia um mistério incomum sobre a escalação para a partida. O treinador de 53 anos prometeu mudanças na equipe após a derrota por 3 a 1 para a Austrália e o empate sem gols com a Croácia.
"Não quero dizer agora. Essa é uma situação complexa para nós, na qual não gostaríamos de estar. Vocês descobrirão (a escalação) amanhã antes do jogo", expicou Zico. Sem saber por quem seus pais devem torcer, Alex está em outra encruzilhada. "Normalmente, eles dizem que torcem para mim. Mas eu não tenho tanta certeza sobre amanhã", confessou.
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