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A Costa Rica aboliu seu exército em 1949 e a seleção parece ter seguido o mesmo caminho em relação à defesa de sua equipe. O goleiro José Porras teve que buscar nove bolas no fundo da rede. Só a Sérvia e Montenegro, com dez gols sofridos, tem uma defesa pior.
Os costarriquenhos chegaram à Copa do Mundo sob grande atenção, jogando a partida de abertura contra os anfitriões da Alemanha diante de bilhões de espectadores. Mas agora voltam para casa com o fardo de três derrotas no Grupo A: 4 a 2 para a Alemanha, 3 a 0 para o Equador e 2 a 1 com a Polônia.
"Fomos atingidos duramente por esses resultados", disse o técnico Alexandre Guimarães depois da derrota de terça-feira para a Polônia, a outra seleção eliminada do grupo. "Ao contrário do que informaram algumas notícias, não viemos aqui a passeio. O time trabalhou muito duro, mas estamos perfeitamente cientes de que não deu certo."
A Costa Rica deve ter percebido que tinha problemas quando chegou à Alemanha e disputou uma partida beneficente contra um time de estrelas da meia-idade organizado pelo jornal Bild am Sonntag e seu célebre colunista, o campeão mundial de 1974 Paul Breitner.
Era só um amistoso, mas o time da pequena nação produtora de café passou apertado, vencendo com dois gols tardios contra o time de aposentados de Breitner, que incluía Fredi Bobic e Roy Praeger. A Costa Rica sofreu uma humilhação ainda maior nos dois outros jogos de aquecimento, perdendo de 2 a 0 de um time da Catalonia e de 3 a 2 de um time de Kurpfalz, na Alemanha.
Maior placar
A Costa Rica iniciou o evento na mesma toada com uma derrota de 4 a 2 para a Alemanha na abertura do torneio, o maior placar de uma partida de estréia na história da Copa do Mundo. Os dois gols de Paulo Wanchope contra a Alemanha, outro time com problemas defensivos, acionou os alertas do técnico Juergen Klinsmann sobre os perigos de Costa Rica parecerem plausíveis.
Mas depois a Costa Rica sofreu três gols do Equador, um time que lutou para vencer fora de casa e era considerado incapaz de jogar em baixas altitudes. Na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha, onde o estádio fica 11 metros acima do nível do mar, a Costa Rica fez o Equador parecer um adversário difícil em qualquer altitude.
Os costarriquenhos então encerraram sua segunda Copa consecutiva com outra eliminação na primeira fase perdendo de 2 a 1 para a Polônia, que ainda não tinha feito gols em suas duas primeiras partidas. Para aumentar a humilhação dos costarriquenhos, foi um defensor polonês, Bartosz Bosacki, quem marcou os dois gols, os primeiros de sua carreira em uma competição internacional.
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