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Quarta, 21 de junho de 2006, 22h23  Atualizada às 06h49
Austrália e Croácia decidem segunda vaga do Grupo F
 
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As emoções serão fortes quando Austrália e Croácia se encontrarem às 16 horas desta quinta-feira em uma partida eletrizante, que decidirá a segunda vaga do Grupo F da Copa do Mundo.

Austrália vai ao ataque contra Croácia
Croácia muda ataque contra Austrália

A vantagem é da Austrália, que luta para chegar às oitavas pela primeira vez. Uma vitória em Stuttgart lhe garante um lugar na próxima fase, mas o time também pode passar com um empate, contanto que o Japão não vença o Brasil por três gols.

A equação é ainda mais simples para a Croácia. Semifinalistas em 1998, mas sem a força de oito anos atrás, eles precisam vencer para permanecer na competição e torcer para que o Japão não surpreenda com uma goleada sobre o Brasil, equipe que garantiu uma das vagas do grupo na rodada anterior.

Os dois times têm jogadores e estilos de jogo parecidos, e estão ligados por elos ancestrais: sete jogadores australianos, incluindo o capitão Mark Viduka, são filhos de croatas, enquanto três jogadores da Croácia foram criados na Austrália.

"Há muitos croata-australianos vivendo na Austrália e acho que se não estivéssemos jogando uns contra os outros, eles estariam torcendo pela Austrália. Não acho possível encontrar duas equipes que se pareçam mais do que nós e a Croácia. Os times têm um estilo similar e jogadores parecidos", disse o auxiliar técnico australiano, Graham Arnold

O técnico Zlatko Kranjcar foi forçado a reorganizar sua defesa depois que Robert Kovac foi suspenso, colocando Stjepan Tomas como volante do lado direito e Dario Simic jogando mais atrás. "Estou satisfeito com o time. Estamos bem organizados na defesa e também no meio-campo. O único senão é que não aproveitamos nossas chances. Não tenho dúvidas de que deixamos uma impressão melhor do que a Austrália", afirmou o treinador.

O técnico do time australiano, Guus Hiddink, que levou a Holanda e a Coréia do Sul à semifinal das duas últimas Copas, demonstrou mais uma vez ser um estrategista astuto, orquestrando jogadas como um maestro, preenchendo o meio-campo e ordenando seus jogadores a atacar em ondas.

Mas, como os croatas, os australianos também têm problemas, embora o clima dentro das quatro linhas seja de otimismo. O defensor Tony Popovic foi descartado por estar com uma contusão na panturrilha e o ala Harry Kewell teve sorte de escapar de uma expulsão por agredir verbalmente o árbitro alemão Markus Merk, depois da partida com o Brasil.

"Se você me dissesse antes da competição que no terceiro jogo contra a Croácia só precisaríamos de um empate ou uma vitória para nos classificarmos, eu teria descartado a idéia", disse Arnold. "Antes do torneio começar, eu imaginei que dependeria da média de gols ou que teríamos que ganhar, e agora temos 66% de chances de classificação ao invés de 50%", completou o assistente técnico.

 

Reuters

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