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A goleada por 4 a 1 diante do Brasil em Dortmund na tarde desta quinta-feira foi o último ato de Zico no comando da seleção japonesa. Nos vestiários do estádio Westfalen, o brasileiro já fez seu discurso de despedida e adiantou os planos para o futuro.
"Meu ciclo na seleção japonesa termina aqui, conforme o combinado com o presidente da Federação. Saio com a consciência tranqüila. Se não dei mais, é porque não sabia. Estou procurando uma oportunidade de trabalho na Europa e espero que isso se concretize", afirmou Zico.
Apesar da eliminação prematura, o ex-jogador deixa o comando da seleção satisfeito. "Acho que fizemos um trabalho importante durante os quatro anos, mas obviamente o futebol japonês precisa evoluir para chegar ao nível das principais seleções", avaliou.
Ele reconheceu a ampla superioridade do Brasil sobre sua equipe, mas destacou que a derrota em Dortmund não foi o jogo que determinou a eliminação japonesa. Zico lembrou da virada sofrida por sua seleção diante da Austrália na estréia.
"O Japão não foi eliminado hoje, mas sim no primeiro jogo da Copa. Começamos a dizer adeus com aqueles gols tomados nos oito minutos finais. Perdemos uma partida importantíssima e sabíamos que teríamos dois compromissos complicados na sequência", lamentou.
Zico elogiou bastante a performance do atacante Ronaldo, autor de dois gols sobre o Japão. "Ele é um grande artilheiro, um jogador fantástico. Eu sempre digo que queria contar com um Ronaldo no meu time. Se você o deixa em situações como nós deixamos algumas vezes hoje, ele não perde", afirmou.
Jogador da Seleção em três Copas do Mundo, Zico alertou Parreira sobre os perigos de Gana, próximo rival do Brasil na Alemanha. "Os africanos serão um adversário muito difícil. Eles têm atletas com muita força física e jogaram bem em todos os jogos, inclusive na derrota contra a Itália", comentou.
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