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A imprensa esportiva japonesa foi unânime ao expressar sua desolação pela derrota por 4 a 1 para o Brasil, e a série de fracassos que culminaram na precoce eliminação da seleção no Mundial da Alemanha.
Os principais jornais esportivos japoneses contêm frases como "O final da guerra", do jornal Sports Nippon, que completa: "O milagre não aconteceu".
O Nikkan Sports traz estampado em sua capa "Zico e Japão aniquilados", em referência ao ex-jogador brasileiro e treinador da seleção japonesa, apelidado pela torcida local de "Kami Sama" (Deus) desde sua chegada ao país, em 1991, quando o futebol local ainda era semi-amador.
O fotógrafo esportivo Morito Kodani assegurou que, apesar da derrota para o Brasil, "o resultado já era esperado". Kodani ainda fez críticas à seleção: "Embora a seleção japonesa tenha melhorado muito nestes três Mundiais de que participou, seu futebol está repleto de defeitos que não são corridos, porque a imprensa japonesa não aponta os erros e só elogia os jogadores".
O fotógrafo, que trabalha no campeonato japonês desde seu início, em 1993, completou afirmando que a forte queda demográfica do Japão e a grande oferta de outros esportes, como o beisebol, dificultarão a geração de novos talentos no futebol para o Mundial da África do Sul, em 2010.
De acordo com a imprensa local, a Associação de Futebol Japonesa pensa em negociar com o treinador francês Didier Deschamps para ser o substituto de Zico no comando da seleção.
Zico, que participou de quatro mundiais, sendo três como jogador (1978, 1982 e 1986), e um como ajudante do então técnico brasileiro Zagallo (1998), conseguiu classificar a equipe japonesa para a Alemanha, além de levá-la ao título da Copa da Ásia.
Deschamps, de 36 anos, foi demitido do Mônaco, cargo que ocupava desde 2001. Como jogador, foi capitão da seleção francesa, além de ter atuado no Olympique de Marselha, Chelsea, Juventus e Valência.
Segundo o jornal japonês Sankei Sports, outros candidatos também estão de olho na vaga de Zico. São eles os alemães Rudi Voeller e Mattias Sammer, recém-contratado como diretor esportivo da seleção de seu país. O compromisso teria validade de cinco anos.
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