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Sexta, 23 de junho de 2006, 16h34  Atualizada às 16h49
Sauditas Al Jaber e Al Deayea anunciam aposentadoria
 
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O atacante da seleção da Arábia Saudita Sami Al Jaber e o goleiro da equipe Mohamed Al Deayea anunciaram suas respectivas aposentadorias do futebol internacional após a derrota de 1 x 0 da sua seleção para a Espanha pelo Grupo H do Mundial, que eliminou a equipe.

Al Deayea é o recordista de jogos pela seleção saudita com 181 partidas desde a sua estréia em 1990. Os dois jogadores são veteranos de quatro Mundiais e ajudaram a Arábia a chegar às oitavas-de-final em 1994 nos Estados Unidos.

"Estou muito orgulhoso. Essa foi minha quarta Copa do Mundo, ela terá uma grande lembrança para mim, porque eu consegui marcar um gol (contra a Tunísia na estréia da equipe) e fizemos um grande jogo contra a Espanha", disse Al Jaber, que tem 163 jogos com a camisa saudita. "Parece que foi ontem que comecei em minha primeira Copa do Mundo (em 1994). Espero que a Arábia Saudita se desenvolva e que eu possa ajudá-los."

Um porta-voz da seleção confirmou que os dois jogadores continuarão a defender o clube saudita Al Hilal. Al Deayea e Al Jaber foram reconvocados para a seleção pelo técnico brasileiro Marcos Paquetá durante as eliminatórias para a Copa. Al Deayea, no entanto, não disputou nenhuma partida no Mundial, em que Mabrouk Zaid foi o titular do gol saudita.

Al Jaber, que teve uma rápida passagem pelo futebol inglês em 2000 quando defendeu o Wolwehampton Wanderers, disse que o desempenho da equipe contra a Espanha ajudou a amenizar a derrota por 4 a 0 contra a Ucrânia. "Hoje mostramos que estávamos bem preparados para esta Copa do Mundo e que o resultado contra a Ucrânia foi um dia ruim para nós", disse Al Jaber, que marcou seu 44º gol pela seleção no empate em 2 a 2 com a Tunísia. "Se tivéssemos vencido a Tunísia, talvez as coisas tivessem sido diferentes, tivemos azar ao ceder o empate no final."

A federação de futebol saudita é conhecida por contratar e demitir técnicos com frequência, mas Al Jaber disse esperar que o brasileiro Paquetá, que também comanda o Al Hilal, seja mantido na seleção. "Ele tem que ter mais tempo para desenvolver a seleção", opinou o atleta.
 

Reuters

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