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O técnico brasileiro Marcos Paquetá acredita que os jogadores da Arábia Saudita precisam começar a jogar no exterior se quiserem "causar impacto" em uma Copa do Mundo.
A derrota de sexta-feira por 1 a 0 diante da Espanha confirmou a terceira eliminação da seleção na primeira fase nos últimos quatro torneios - a única exceção foi em 1994, quando eles alcançaram a segunda fase.
A atuação desta vez foi um pouco melhor do que há quatro anos, quando a equipe não marcou nenhum ponto, não fez nenhum gol e tomou 12.
Um gol no final tirou a vitória dos sauditas contra a Tunísia neste ano e, depois da goleada por 4 a 0 sofrida para a Ucrânia, eles pressionaram a Espanha em Kaiserslautern.
Todos os atletas da seleção jogam no futebol da Arábia Saudita, e Paquetá diz que isso é um problema.
"Experiência internacional é muito importante em torneios como a Copa do Mundo", afirmou o brasileiro.
"Os jogadores são altamente respeitados na Arábia Saudita e, na Ásia, mas falta a eles experiência contra adversários mais fortes".
"Disputamos amistosos antes da Copa 2006, mas este é um programa muito curto. É importante para a confiança dos jogadores que eles atuem contra jogadores de nível internacional mais regularmente."
"Você pode ver isso em nossas performances aqui. Fomos sempre melhores do segundo tempo, quando eles estavam mais calmos."
Com ou sem Paquetá, que assumiu o cargo em dezembro, trabalhar no país é uma interrogação, já que a federação saudita de futebol contrata e demite com frequência.
"Tenho mais dois anos de contrato com a seleção saudita e acredito que podemos melhorar significantemente", acrescentou o ex-técnico do clube Al Hilal.
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