Boletim
Receba todas as novidades por email

 Fale conosco
Envie suas sugestões ao canal

 
Seleções
Quinta, 29 de junho de 2006, 13h53 
Brasileiros jogam bem porque não estudam, insinua Henry
 
Allen Chahad
Direto de Hannover
 
AP
Thierry Henry ironizou o talento dos brasileiros para jogar futebol
Thierry Henry ironizou o talento dos brasileiros para jogar futebol
Últimas de França
» Ribéry recebe homenagem de cidade natal
» Chirac diz que ato de Zidane foi "compreensível"
» Zidane estava nervoso e fora provocado, diz Buffon
» Materazzi explica incidente na sede da Fifa
» Todas as notícias de França
» Todas as notícias de Brasil
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

O atacante francês Thierry Henry ironizou, nesta quinta-feira, a aptidão dos brasileiros com a bola nos pés. Ele disse que precisava estudar quando era criança e não tinha o mesmo tempo para jogar o futebol que têm os garotos brasileiros.

Confira fotos do treino da França
Opine: o que você achou das declarações de Thierry Henry?

"É difícil definir os jogadores do Brasil, pois eles já nascem com a bola nos pés. Por outro lado, quando eu era criança, precisava estudar das 7h às 17h. Pedia ao meu pai para jogar bola, e ele dizia que antes vinham os estudos. Já eles (brasileiros) jogam futebol das 8h às 18h", afirmou.

Ironia à parte, Henry reconheceu a qualidade da Seleção Brasileira e previu um confronto difícil no próximo sábado. Para ele, a equipe de Carlos Alberto Parreira tem um estilo parecido com o da Espanha, que foi derrotada pelos franceses nas oitavas-de-final.

"Não podemos desprezar as cinco estrelas do Brasil, mas vamos fazer o nosso jogo. Brasil e Espanha são equipes parecidas, pois gostam de jogar bola", disse o atacante, que não considera um sonho bater os pentacampeões: "Os brasileiros têm jogadores de nível ótimo, mas estamos aqui para jogar, e não para sonhar".

O jogador do Arsenal negou que a seleção francesa tenha problemas de união. Nos últimos dias, muito se falou sobre desentendimentos entre ele e o meio-campista Zinedine Zidane, que encerra sua vitoriosa carreira na Copa do Mundo.

"A equipe está muito unida. Não houve brilhantismo nos três primeiros jogos, mas conseguimos mostrar evolução diante da Espanha. Contra o Brasil, haverá uma atmosfera especial, pois todos os jogadores se conhecem e estão acostumados a se enfrentar", avaliou.

Alguns dos atletas que entrarão em campo neste sábado, em Frankfurt, estavam na final do Mundial de 1998, vencida pelos donos da casa por 3 a 0. Ainda garoto, Henry era um deles e ficou no banco. "Fiquei um pouco decepcionado por não jogar a decisão, mas depois entendi que era pelo bem do time."


 

Redação Terra