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O ex-jogador argentino Diego Maradona não assistiu à eliminação de sua seleção das arquibancadas do Estádio Olímpico de Berlim porque um de seus acompanhantes teve sua entrada ao local negada, disse Markus Siegler, porta-voz da Fifa.
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Segundo Siegler, o acompanhante de Maradona, cujo nome não foi revelado, "teve mau comportamento ao longo do Mundial, com reiteradas agressões físicas, e também não constava na lista de convidados", afirmou Siegler.
O porta-voz da Fifa explicou que, por estar trabalhando como comentarista para um canal de televisão espanhol, Maradona tem direito a quatro lugares no setor vip do estádio. Porém, ontem ele chegou com mais pessoas para as quartas-de-final da Copa 2006.
Siegler explicou que Maradona decidiu não entrar no estádio quando a entrada de seu acompanhante foi vetada. O porta-voz da Fifa não revelou se era o guarda-costas do ex-jogador.
"Maradona é sempre bem-vindo e, se não entrou, foi por sua livre vontade. É preciso entender também que o número de ingressos, principalmente em um jogo como esse, é limitado", explicou Siegler.
Sempre vestido com um modelo mais antigo da camisa da Argentina, Maradona tornou-se a principal figura da seleção fora de campo, sempre torcendo fervorosamente nas arquibancadas de todos os estádios onde a equipe jogava. Entre seus acompanhantes freqüentes estavam sua filha Giannina, sua ex-esposa Claudia Villafañe e amigos.
Com Maradona nas arquibancadas, a Argentina chegou às quartas-de-final do Mundial. E sua ausência parece ter dado azar: no primeiro jogo em que não esteve no gramado, a Argentina deu adeus à competição.
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