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Sábado, 1 de julho de 2006, 15h00 
Nos pênaltis, Inglaterra cai diante de Portugal
 
AP
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Portugal não fez uma grande apresentação neste sábado, em Gelsenkirchen, mas conseguiu eliminar a Inglaterra na disputa por pênaltis. Mesmo com um a mais desde os 16min do segundo tempo, o time de Luiz Felipe Scolari não conseguiu evitar o empate por 0 a 0 e precisou dos tiros da marca penal para sobreviver às quartas-de-final.

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Com o resultado, os portugueses voltaram a figurar entre os quatro melhores times de uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966. Na próxima fase, eles medem forças com a França, que derrotou o Brasil por 1 a 0 nas quartas.

As duas equipes fizeram um bom primeiro tempo e criaram boas oportunidades. A posse de bola ficou com os ingleses na maior parte do tempo, mas os portugueses criaram problemas nas chegadas rápidas pela esquerda.

A Inglaterra voltou melhor do intervalo, mas perdeu David Beckham, contuntido, logo no início. Aos 16min, Wayne Rooney se enroscou com Ricardo Carvalho e pisou no zagueiro português, recebendo o cartão vermelho.

Com um homem a mais, Scolari resolveu apostar em Simão Sabrosa e Hugo Viana, e Sven-Goran Eriksson promoveu a entrada do grandalhão Peter Crouch. Mesmo assim, o zero permaneceu no placar ao fim dos 90 minutos regulamentares.

Na prorrogação, nenhum dos times demonstrou força para evitar o desempate em tiros da marca penal. Nas cobranças, os portugueses foram mais eficientes e venceram por 3 a 1. O herói do triunfo foi o goleiro Ricardo, que defendeu as cobranças de Lampard, Gerrard e Carragher.

O jogo

Durou pouco o período de estudo entre as duas equipes. Aos 8min, Wayne Rooney dominou na meia direita e testou a atenção de Ricardo, que fez boa defesa. A resposta portuguesa veio na mesma moeda, e Robinson impediu que Cristiano Ronaldo abrisse o placar.

Aos 12min, Figo bateu falta da direita, e a bola ficou viva na área, mas Tiago não conseguiu aproveitar. Bastante movimentada, a partida era repleta de investidas pelas laterais. Foi assim que os ingleses chegaram com perigo aos 17min, em cruzamento de Joe Cole afastado por Miguel.

Recuperado de lesão na coxa direita, Cristiano Ronaldo fazia boa partida, embora, como de costume, exagerasse nas firulas. Aos 18min, poderia ter batido a gol após o primeiro corte em Gary Neville, mas preferiu enfeitar e chutou por cima.

A partir daí, os ingleses conseguiram o domínio da posse de bola, e os portugueses passaram a apostar nos contra-ataques. Aos 38min, Figo partiu rápido pela esquerda, fintou Lampard e bateu à esquerda. Lampard, de fora da área, deu o último chute perigoso do primeiro tempo.

As equipes voltaram sem alterações do intervalo, mas David Beckham sentiu contusão no joelho e teve de ser substituído. Com cara de choro, o camisa 7 deu lugar a Aaron Lennon.

Mesmo sem o meia, a Inglaterra aproveitava a desatenção do adversário para criar as melhores oportunidades. Aos 7min, Gerrard bateu escanteio da direita, e Lampard, livre, errou a tentativa de voleio.

Seis minutos mais tarde, Lennon fez excelente jogada pela ponta direita, limpou dois marcadores e invadiu a área. A bola chegou até Rooney, que errou feio na conclusão, mas Joe Cole ficou com a sobra e mandou por cima.

A pressão inglesa foi freada aos 16min, quando Rooney se enroscou com Ricardo Carvalho no meio-campo e pisou no zagueiro português. Perto do lance, o árbitro argentino Horacio Elizondo, que vinha economizando nas faltas e cartões, não titubeou para mostrar o vermelho ao atleta.

Mesmo com um a mais, Portugal não soube criar grandes oportunidades para resolver o jogo no tempo normal. Luiz Felipe Scolari colocou em Simão Sabrosa e Hugo Viana, que não acrescentaram muito até o fim dos 90 minutos. Eriksson, por sua vez, colocou o gigante Peter Crouch no lugar de Joe Cole.

As investidas portuguesas de maior perigo foram poucas. Aos 33min, Figo levantou na área, Ronaldo não alcançou, e Robinson se esticou para evitar que a bola entrasse. Dois minutos depois, Hugo Viana bateu forte de fora da área, e o goleiro segurou.

Com um a menos, a Inglaterra criou problemas para o adversário nos minutos finais. Na jogada mais perigosa, a bola ficou pipocando na área até que John Terry concluísse por cima do gol.

Antes do fim do tempo normal, Scolari sacou Luis Figo e promoveu a entrada de Helder Postiga. Foi ele quem marcou o gol que salvou Portugal contra a Inglaterra na Eurocopa 2004. Naquela ocasião, o time rubro-verde levou a melhor nos pênaltis.

Desempate

Na prorrogação, como não poderia ser diferente, a equipe rubro-verde teve a posse de bola. No entanto, faltou criatividade para furar o bloqueio formado pelos ingleses, que chegaram a assustar nos contra-ataques. Assim, o confronto entre as seleções foi mais uma vez decidido nos pênaltis.

A sorte esteve novamente do lado de Portugal, que chegou a estar atrás na disputa por conta dos erros de Hugo Viana e Petit. No entanto, Ricardo defendeu os tiros de Lampard, Gerrard e Carragher, e Cristiano Ronaldo selou a classificação portuguesa com uma boa cobrança: 3 a 1.

Ficha técnica
Inglaterra 0 (1) x 0 (3) Portugal
Equipes
Paul Robinson
Gary Neville
Rio Ferdinand
John Terry
Ashley Cole
Owen Hargreaves
David Beckham
(Aaron Lennon)
(Jamie Carragher)
Steven Gerrard
Frank Lampard
Joe Cole
(Peter Crouch)
Wayne Rooney

Técnico:
Sven-Goran Eriksson
Ricardo
Miguel
Fernando Meira
Ricardo Carvalho
Nuno Valente
Petit
Maniche
Tiago
(Hugo Viana)
Luis Figo
(Helder Postiga)
Pauleta
(Simão Sabrosa)
Cristiano Ronaldo

Técnico:
Luiz Felipe Scolari
Cartões amarelos
John Terry
Owen Hargreaves
Petit
Ricardo Carvalho
Cartões vermelhos
Wayne Rooney
Local: Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen
Árbitro: Horacio Elizondo (ARG)
Público: 52.000 espectadores

 

Redação Terra