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Carlos Bilardo, técnico da seleção argentina na conquista do título mundial de 1986, disse que gostaria de voltar à equipe nacional após o pedido de demissão de José Pekerman.
Bilardo, atual comentarista esportivo, goza de enorme prestígio no meio do futebol do país, ainda que na Argentina ele seja visto como "pragmático" e nem sempre associado ao futebol vistoso.
"Sim, eu gostaria (de voltar a dirigir a seleção). Gostaria com um grupo. Teria que ser com pessoas que colaboraram comigo", disse Bilardo em declarações ao jornal La Nación.
Neste grupo ele incluiu Jorge Burruchaga e outros jogadores da seleção campeã mundial no México, em 1986, e que também estiveram na Copa da Itália, quatro anos depois, quando Bilardo foi vice-campeão mundial, perdendo para a Alemanha.
"Eles têm experiência, estão formados. Jogaram e dirigiram equipes no estrangeiro, conhecem a seleção, sabem como comandar jogadores. Sabem tudo: os rapazes de 86 e 90 merecem uma oportunidade", disse ele.
Pekerman pediu demissão minutos após a eliminação da Argentina na Copa da Alemanha para a equipe da casa, em disputa de pênaltis, na sexta-feira.
O presidente da Associação de Futebol da Argentina, Julio Grondona, disse que não viu com bons olhos a decisão de Pekerman de pedir demissão sem antes avisá-lo, e alguns veículos da imprensa afirmam que o dirigente quer que o técnico mude de idéia.
Os argentinos aplaudiram a equipe de Pekerman mesmo depois da derrota, destacando as boas exibições do time nas quatro partidas anteriores na Copa. Mas muitos se perguntam porque o técnico não deu mais oportunidades a Lionel Messi, jovem estrela do Barcelona que deslumbra os europeus.
"Me entristeceu a impotência que senti por não poder ajudar a equipe", disse o jogador ao La Nación. "Vou embora muito triste. Mostramos o tempo todo que éramos uma seleção com muita garra, muito esforço e, principalmente, muito futebol", acrescentou.
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