| Reuters |
 Pekerman e Mascherano se cumprimentam com um beijo |
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O ex-jogador Diego Armando Maradona negou que venha a ser o nome ideal para ocupar o lugar de José Pekerman no cargo de técnico da Argentina. A equipe foi eliminada nas quartas-de-final da Copa 2006, depois de 1 a 1 no tempo normal com a Alemanha e de perder por 4 a 2 nos pênaltis.
"Não descarto essa possibilidade, mas também não me candidato. Sei o que os técnicos sofrem e não tenho aquilo que se espera de um treinador. É preciso pensar bem nas coisas. Seria um equívoco enorme procurar e nomear alguém precipitadamente", afirmou ao site TyC Sports.
Logo após a eliminação, Pekerman disse que seu ciclo frente à seleção havia terminado. O treinador entrou no lugar de Marcelo Bielsa em 2004, que pediu demissão após a conquista da medalha de ouro na Olimpíada de Atenas.
"É preciso ter respeito por Pekerman. Este foi melhor que o Mundial passado (quando fomos eliminados na primeira fase) e chegamos a dar uma segunda oportunidade para Bielsa. Quem tem que colocar panos quentes é (Julio) Grondona (presidente da AFA, a federação argentina). Pekerman disse que o ciclo está terminado porque não ganhou a Copa", disse.
Perguntado sobre quem ele gostaria que ganhasse a Copa, Maradona aproveitou para criticar a arbitragem do Mundial e para dizer que a Alemanha vem sendo favorecida por jogar em casa.
"Gostaria que Portugal fosse campeão, mas quem vai ganhar é a Alemanha. Nas bolas divididas, os árbitros vão favorecer os donos da casa", opinou, citando a equipe dirigida pelo técnico Luiz Felipe Scolari.
Maradona, que não entrou no estádio para ver o jogo com a Alemanha, chegou a contar a reação da filha Gianina diante da partida.
"O pênalti que Lahm fez em Maxi Rodriguez foi mais claro do que aquele que cobraram contra nós na final em 1990. Gianina me chamou desesperada e disse 'papai, faça algo'. Mas eu não podia fazer nada, pois nem sequer me deixaram entrar no estádio", contou.
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