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Seleções
Quinta, 6 de julho de 2006, 06h53 
Imprensa portuguesa louva seleção e critica juiz
 
Antonio Prada
Direto de Lisboa
 
Reprodução
O jornal  O Jogo  afirma que Portugal foi prejudicado pela arbitragem
O jornal O Jogo afirma que Portugal foi prejudicado pela arbitragem
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Os jornais portugueses estampam nesta quinta-feira dois sentimentos, após a derrota para a França por 1 a 0 ontem em Munique: de elogio à bravura da seleção treinada por Luiz Felipe Scolari e de revolta com a arbitragem do uruguaio Larrionda. O diário esportivo "A Bola" traz na capa a manchete "Portugal não vos esquecerá", com as fotos de Figo e Simão com as mãos desesperadas na cabeça logo após o apito final. A edição diz ainda que "Conquistadores provaram que final de Berlim era mesmo possível.

Orgulhoso, Portugal vai atrás do terceiro lugar
Veja capas dos principais jornais
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Foi-se o sonho, novamente, num pênalti marcado por Zidane, mas fica a certeza de que esta seleção terá sempre lugar especial no coração dos portugueses". Nas páginas internas, volta a destacar que 'Afinal não era só um sonho!", relatando o pouco que faltou para chegar à primeira final de uma Copa do Mundo. Com duas fotos semelhantes, cabeça baixa e mão no rosto, de Eusébio (1966) e Cristiano Ronaldo, A Bola une as tristezas das duas vezes que Portugal perdeu a chance de disputar a final do Mundial.

O jornal esportivo O Jogo, sempre mais popular, estampa a manchete "Roubaram o puto" (Roubaram o menino) sobre uma foto de Cristiano Ronaldo chorando e batendo palmas. O jornal considera que o juiz uruguaio não marcou um pênalti sobre o atacante português. O periódico destaca ainda a revolta do treinador Scolari com a arbitragem: "O que aconteceu foi uma vergonha para a América do Sul. É um excelente árbitro... Sabe fazer direitinho o que tem de fazer...".

"Foi por pouco". Assim o também jornal esportivo Record traduziu a partida que tirou o sonho dos portugueses de ir à final. A edição também destaca a crítica de Scolari ao juiz e abre espaço para disputa do terceiro lugar. "Quero ganhar sábado. O Mundial ainda não acabou", nas palavras do capitão Figo.

O Diário de Notícias, um dos principais jornais do país, traz na capa a foto de Cristiano Ronaldo desolado e a manchete "Bravo, Portugal!". Destaca que o pênalti de Zidane, "que o goleiro Ricardo não defende por unha negra", afasta a seleção da final, mas que mesmo assim "o país festejou o jogo em que a manha foi francesa e a arbitragem deixou muitas queixas".

O colunista Jacinto Lucas Pires anuncia a "vitória moral" de Portugal. "Hoje perdemos. E perdemos mal. Mais uma vez, um pênalti que é, no mínimo, ultraduvidoso, mais uma vez, tenho muitas dúvidas que o árbitro marcasse a suposta falta se fosse ao contrário: se fosse Pauleta, por exemplo, a cair na área da França, numa teatrada semelhante à do Henry, Mais uma vez foi injusto. Já sei que isso consola pouco, mas desta vez é que é mesmo uma vitória moral...", escreveu.

O jornal destaca ainda as manifestações populares após o final da partida em apoio à seleção e, em editorial, parabeniza Portugal e afirma que a seleção "concretizou o sonho, quimera absoluta das gerações de democracia, de alcançar o pelotão de frente. De chegar onde parece que, como país e em tantos domínios, estamos condenados a não chegar".

Faz ainda uma análise da queixa da "futebolização do espaço mediático" que assolou o país nos últimos dias. Segundo o editorial, as queixam têm alguma razão. "Mas o futebol só é alienante quando não se relativizam as coisas. Colocadas as coisas em contexto, os portugueses têm tudo a ganhar em potencializarem as lições da passagem da seleção por este Mundial. Seja o valor do trabalho, individual ou de equipe, seja a capacidade de organização e motivação para alcançar um objetivo. Coisas de que todos os dias sentimos falta".
 

Redação Terra