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O técnico da seleção alemã, Juergen Klinsmann, reconheceu nesta sexta-feira que há uma campanha nacional crescente para que ele permaneça como treinador da equipe, mas afirmou que precisa de mais tempo para decidir.
"Prefiro receber esses cumprimentos pelo trabalho que fiz do que entrar em um debate sobre onde moro, mas tomarei uma decisão com a minha família", afirmou Klinsmann em coletiva de imprensa.
Klinsmann se referiu aos elogios dados ao seu time pela campanha até as semifinais da Copa do Mundo, quando a equipe perdeu por 2 a 0 para a Itália na prorrogação, após dois anos de críticas por sua decisão de continuar morando na Califórnia.
"Minha situação depende dos assuntos da minha família e não tem nada a ver com a autoridade que eu tenho ou não (na federação alemã)", acrescentou Klinsmann. "Só tenho que discutir isso com a minha família. O time está lá e pode vencer da maneira que está agora".
Klinsmann prepara sua equipe para a partida deste sábado, em Stuttgart, contra Portugal, pelo terceiro lugar da Copa. Esse pode ser seu último jogo no comando do time.
Todos os 23 jogadores da seleção alemã, 93% do público de acordo com uma pesquisa do instituto Forza, e até seus críticos mais duros disseram que Klinsmann deveria continuar como técnico após o time superar as expectativas chegando às semifinais do Mundial.
O co-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Theo Zwanziger, que também pediu para Klinsmann permanecer no cargo, afirmou que uma decisão tem de ser tomada antes do amistoso contra a Suécia, no dia 16 de agosto.
"Como eu disse antes, gostaria de ter mais alguns dias e discutir com a minha família", disse Klinsmann. "Eu recebi sinais de que todo mundo (na DFB) entende isso".
Ele negou informações de que teria recebido uma boa oferta para treinar a seleção norte-americana e negou que tenha interesse em treinar outra seleção como Itália e Inglaterra, países onde ele jogou.
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