|
|
 |
Busca |
|
Faça sua pesquisa na Internet:
|
 |
|
Às vésperas da final da Copa 2006 entre Itália e França, os alemães vêm demonstrando certa dificuldade em escolher para qual equipe torcer no próximo domingo.
Ainda lamentando a derrota arrasadora de sua seleção na semifinal, para a Itália, muitos alemães parecem mais preocupados em garantir o terceiro lugar na decisão de sábado contra Portugal do que em apoiar franceses ou italianos na final de domingo, em Berlim.
"O time vai se concentrar no jogo de sábado. Queremos muito bater os portugueses", disse o técnico alemão Jürgen Klinsmann nesta sexta-feira. "Não acho que nenhum dos jogadores vai comparecer à final. Eu, com certeza, não vou."
Quando pressionados a escolher entre a equipe do meia Zinedine Zidane e a o time comandado pelo técnico Marcello Lippi, os alemães dão uma série de razões para apoiar os dois lados, sem demonstrar preferência por nenhum deles.
"Estou com a França", disse Katharine Zenk, uma estudante berlinense de 22 anos. "Só digo isso porque a Alemanha perdeu para a Itália. Se tivéssemos perdido para a França, eu provavelmente torceria pela Itália."
Em uma nação em que quase todos parecem ter seu restaurante italiano preferido, alguns decidiram apoiar a Itália por razões puramente culinárias: várias cantinas prometeram servir pizza de graça se a Itália vencer.
SIMPATIA PELOS ITALIANOS
Manfred Guellner, chefe do grupo de pesquisa Forsa, disse que muitos alemães podem nutrir simpatia pelos italianos simplesmente porque há muitos deles na Alemanha.
Nos anos 1950, operários vindos da Itália migraram aos milhares para ajudar a impulsionar o "milagre econômico" alemão do pós-guerra. Mais de meio milhão de italianos vivem na Alemanha atualmente, um número só menor que o dos turcos.
Mas Guellner também mencionou a amizade que a Alemanha forjou com a França no pós-guerra, um laço que permaneceu forte independentemente dos sucessivos governos.
"Eu realmente acredito que as lealdades estão bem equilibradas", disse Guellner. "Os dois países têm apoio aqui."
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, cuidadosa para não afastar nenhum de seus aliados europeus, se recusou a apontar um favorito.
"Ambos os times jogaram uma Copa excelente e cresceram desde o início do torneio", disse ela, segundo o jornal Financial Times Deutschland. "Ambos certamente merecem estar na final, embora eu prefira não prever um vencedor."
Mas Kurt Beck, chefe do partido social democrata de centro-esquerda que governa em coalizão com os conservadores de Merkel, não titubeou para escolher um vencedor, chegando a prever qual jogador vai marcar gols e como.
"Meu palpite é 1 a 0 para a França", disse Beck, que também é chanceler de Rhineland-Palatinate, um estado que faz fronteira com a França e adora o seu vinho.
"Thierry Henry vai marcar o gol em uma jogada ensaiada e Zinedine Zidane vai encerrar a carreira como campeão mundial", acrescentou Beck.
|