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Seleções
Domingo, 9 de julho de 2006, 22h11 
Roberto Carlos transfere culpa por eliminação
 
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Responsabilizado por deixar Henry livre no gol que determinou a eliminação brasileira nas quartas-de-final do Mundial diante da França, o lateral Roberto Carlos transferiu a culpa ao goleiro Dida e a seus companheiros de defesa.

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"A gente tinha combinado de não entrar, porque bola na área é do goleiro. Eu não tinha que fazer nada. Se eu entro e dou condição, também diriam que sou culpado", afirmou o jogador em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo.

Após rever o lance pela televisão várias vezes, o jogador está convicto de que não errou ao deixar o atacante francês completamente sozinho. "A minha obrigação era não fazer nada. Até pela minha estatura, não posso marcar um adversário de 1,90m", declarou.

Segundo ele, o clima entre os jogadores após a derrota inesperada era fúnebre. "Não tinha o que fazer. Vamos bater a cabeça na parede? O vestiário estava muito triste. Sabíamos que tínhamos o melhor time do mundo e perdemos para a França mais uma vez. Nunca pensei que passaria por isso", confessou.

Roberto Carlos lembrou dos triunfos com a Seleção para tentar evitar que o lance marque definitivamente sua carreira. "Um gol não pode apagar toda uma trajetória. Não podemos esquecer da Copa de 2002, da Copa América, da Copa das Confederações".

A forte cobrança enfrentada na equipe foi um dos motivos que fez o atleta tomar a decisão de se despedir do Brasil. "A Seleção já faz parte do passado, é muita pressão. Desejo sorte a quem chega, mas vou continuar representando o país aqui na Europa", afirmou.

Com 33 anos, Roberto Carlos espera que a separação não dure muito tempo. "Ainda vou demorar mais uns três ou quatro anos até parar de jogar, depois quero ser técnico e chegar à Seleção também como treinador", contou o atleta.


 

Redação Terra