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Seleções
Segunda, 10 de julho de 2006, 13h43 
Tetracampeões desembarcam com festa na Itália
 
AP
Técnico Marcello Lippi (à esq.) e Cannavaro saúdam torcida em Roma
Técnico Marcello Lippi (à esq.) e Cannavaro saúdam torcida em Roma
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Uma esquadrilha da Força Aérea Italiana recebeu o avião da seleção nacional no Aeroporto Pratica del Mare, em Roma, nesta segunda-feira. Nove pequenas aeronaves saudaram os campeões mundiais, recepcionados como heróis após o triunfo na Copa da Alemanha.

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No momento em que o avião era lentamente conduzido pela pista, uma bandeira da Itália foi colocada na janela próxima à cabine de pilotagem. A cena foi semelhante à da chegada da Seleção Brasileira em 1994, após o tetracampeonato conquistado nos Estados Unidos.

Os jogadores italianos têm uma longa agenda de compromissos pela frente. Depois de passar por uma recepção com o primeiro ministro Romano Prodi, eles desfilaram pelas ruas de Roma para fazer a festa com o público e se dirigiram ao Circo Massimo, onde voltaram a ser aclamados.

A julgar pelas centenas de torcedores que se aglomeraram no local, o clima festivo vai continuar por muito tempo. Nem mesmo as conseqüências do escândalo de manipulação de resultados que pode rebaixar Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina vai tirar a alegria dos italianos.

O tetracampeonato chegou em uma disputa de pênaltis com a França na decisão. Após empate por 1 a 1, o time azul levou a melhor nos tiros da marca penal pela primeira vez na história das copas e fez a festa no estádio Olímpico de Berlim.

O resultado coroou a aposta do técnico Marcelo Lippi em um time fiel às características do futebol italiano. A eficiência da defesa, personificada em Fabio Cannavaro, e um meio-campo marcador, com quatro volantes, foram suas principais armas.

Fortalecida pela presença do melhor goleiro do mundo, Gianluigi Buffon, debaixo da trave, a zaga foi vazada apenas duas vezes durante a competição. Um dos gols foi contra, de Zaccardo, no jogo contra os Estados Unidos, e outro de pênalti, cobrado com categoria pelo francês Zinedine Zidane.

A média de gols sofridos pela Itália na Copa foi de apenas 0,29 por partida. Isso, em parte, pode ser explicado pela média de 38,86 desarmes, terceira maior entre as seleções que sobreviveram à primeira fase. Apesar da forte marcação, o time de Lippi foi o segundo menos faltoso entre os 16 melhores: 15,14 infrações por jogo.

Na parte ofensiva, como Pirlo era o único que se aproximava mais constantemente de Totti e Toni, a ligação era direta e a precisão nos passes não era o forte. Por conta disso, a equipe ficou com o segundo menor tempo de bola no pé, com 13min27s, e a terceira menor média de dribles, com cinco por partida.
 

Redação Terra