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Líder direitista francês, Jean-Marie Pen afirmou nesta terça-feira que o meia Zinedine Zidane merece "misericórdia", embora tenha sido expulso da final da Copa 2006, no último domingo, no Estádio Olímpico de Berlim.
"Zidane merece um pouco de misericórdia, embora um capitão, até por conta da hierarquia, tenha obrigação de ser um exemplo para a equipe", destacou um dos mais polêmicos políticos locais, contumaz candidato à Presidência.
Mesmo tendo criado polêmica ao dizer que os jogadores da seleção não representavam verdadeiramente a seleção da França, Le Pen exaltou o que chamou de "o fim do percurso muito notável da seleção da França. Os jogadores cumpriram com a missão delegada", ressaltou.
A equipe francesa é formada por muito atletas negros e provenientes de famílias de imigrantes. Os próprios pais de Zidane nasceram na Argélia, por exemplo, motivo da então insatisfação demonstrada por Le Pen.
Zidane recebeu cartão vermelho do árbitro Horacio Elizondo no início do segundo tempo da prorrogação, depois de agredir com uma cabeçada o zagueiro italiano Marco Materazzi, que ficou com o tetra.
Na última segunda-feira, Zidane foi recebido pelo presidente da França, Jacques Chirac, que defendeu o jogador que encerrou sua carreira no último domingo. Mais tarde, na Praça da Concórdia, Zidane foi perdoado com aplausos pela multidão que se aglomerou diante da fachada do Hotel Crillon.
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