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Terça, 11 de julho de 2006, 13h15  Atualizada às 13h17
Filósofo diz que agressão transforma Zidane em ser humano
 
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O filósofo francês Bernard Henri-Levy afirmou que a agressão do meia Zinedine Zidane ao zagueiro Marco Materazzi, na final da Copa 2006, equivale ao que definiu como "o suicídio de um semideus". O tema foi abordado nesta terça-feira, em sua coluna no jornal norte-americano The Wall Street Journal.

"Zidane é um semi-deus que se transformou em ser humano com a cabeçada no adversário. Seu gesto equivale ao suicídio de um semideus. E continuará inexplicável para sempre como todos os suicídios", disse Henri-Levy.

Embora o próprio Materazzi reconheça que insultou Zidane ao longo da partida disputada no Estádio Olímpico de Berlim, o filósofo não atribui às ofensas o principal motivo para a atitude do atleta, que surpreendeu o mundo.

"A verdade é que talvez não seja fácil viver na pele de um ícone, de um semideus, de um herói, praticamente uma lenda. A única explicação é que ele teve que voltar a ser humano. Teve uma revolta interna contra essa idéia de transformar-se em uma lenda viva, uma estátua estúpida, o monumento beatificado que foi reverenciado nos últimos meses", explicou.

"Aquiles teve seu lado humano. Zidane também tem o dele. Essa cabeçada magnífica e rebelde que o trouxe de repente ao nível de seus outros irmãos humanos", completou Bernard Henri-Levy.


 

Redação Terra