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Seleções
Terça, 11 de julho de 2006, 14h15  Atualizada às 14h25
Zico rejeita culpados por derrota da Seleção
 
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Vinte anos após a Copa do Mundo de 1986, Zico ainda se considera crucificado pela derrota contra a França que resultou na eliminação do Brasil. Por sentir esse peso, o técnico não acha justo responsabilizar individualmente qualquer jogador após a nova eliminação diante dos franceses no Mundial da Alemanha.

Com o cargo de técnico do Brasil vago, Zico descartou qualquer chance de suceder Carlos Alberto Parreira. Além de ter assinado recentemente com o clube turco Fenerbahce, ele disse que ainda não está preparado. "Não posso dizer que nunca vou beber dessa água", reconheceu.

Zico isentou de culpa a Seleção Brasileira pela derrota nas quartas-de-final, minimizando as acusações de que os jogadores teriam entrado em campo desmotivados. Em uma Copa que ele considera ter havido ''predominância da defesa'', ganhou quem teve mais controle emocional.

Perguntado se a Seleção Brasileira, tão favorita antes da Copa, teria perdido para seu próprio ego, Zico foi direto. "O Brasil perdeu para a França. A França jogou muito bem em um dia e em uma Copa do Mundo pode acontecer de as coisas não funcionarem para uma equipe", disse ele.

Para Zico, os jogadores ainda têm futuro na Seleção. "Esses jogadores são jovens, serão o futuro do Brasil ainda, e você não pode crucificar esse ou aquele por causa de uma derrota", acrescentou.

"Quando ganha, todo mundo quer desfilar e ser saudado, porque quando perde só um ou dois são crucificados? E falo de cadeira, porque sou crucificado até hoje pela derrota de 1986", disse, referindo-se ao pênalti perdido por ele contra a França naquela Copa.

"Todos têm a mesma responsabilidade de analisar o que foi feito para que futuras seleções tenham ensinamentos e aprendizado para novas conquistas do Brasil", comentou.

Zico começou a carreira de treinador pelo caminho inverso da maioria dos técnicos. Ele assumiu a seleção japonesa em 2002, tendo a Copa do Mundo da Alemanha como objetivo. Agora, ele chega ao Fenerbahce para sua primeira temporada à frente de uma equipe.


 

Reuters

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