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Vice-presidente do Senado italiano e dirigente da direitista Liga do Norte, Roberto Calderoli enxergou na vitória italiana sobre a França na decisão da Copa do Mundo a oportunidade perfeita para tripudiar em cima do rival e exacerbar todo o seu racismo.
Ministério defende equipe multiétnica francesa
"Foi uma vitória da identidade italiana, de uma equipe que escalou lombardos, napolitanos, venezianos e calabreses e que ganhou de uma equipe da França que sacrificou sua própria identidade escalando negros, islamitas e comunistas para obter resultados", declarou.
O embaixador da França na Itália, Yves Aubin de Messuzière, protestou contra as declarações de Calderoli. "É inaceitável e depreciável, um discurso destinado a fomentar o ódio", condenou. Ele ainda enviou uma carta ao presidente do Senado, Franco Marini, exigindo desculpas formais.
No entanto, nesta terça-feira, Roberto Calderoli se negou a pedir desculpas e voltou a fazer comentários preconceituosos. "A minha vontade é de denunciar um escândalo. Quando digo que a equipe da França está formada por negros, islamitas e comunistas, digo uma coisa objetiva e evidente", afirmou.
Ele usou a história na tentativa de sustentar seus argumentos. "Quem se escandaliza e exige desculpas, não tem a consciência tranqüila. A França é uma nação multiétnica devido a seu passado colonialista, do qual eu não estaria orgulhoso", declarou.
Depois de citar o nome de goleiro da França, Calderoli fez uma provocação clara a Zidane, descendente de argelinos. "Não é minha culpa se alguns ficaram perplexos com uma equipe que escalou sete negros, se Barthez canta a Internacional em vez da Marselhesa ou se alguns preferem Meca a Belém", acrescentou.
Em novas declarações contra o camisa 10 francês, ele se disse firme em suas convicções. "Não creio que deva me envergonhar pelo que disse, ainda que isso choque Paris, onde Zidane é muito considerado, confundindo um golpe de gênio com uma cabeçada", concluiu o direitista.
Ex-ministro das Reformas institucionais, Roberto Calderoli costuma conceder entrevistas deste tipo. Depois da grave crise causada pelas controvertidas caricaturas do profeta Maomé, ele escandalizou o mundo muçulmano ao aparecer enrolado com uma dessas caricaturas na emissora pública de televisão RAI.
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