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Baseado no relatório final das investigações da CPI do Futebol em 2001, o Ministério Público Federal denunciou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pelos crimes de realização de operações de câmbio com falsa informação e evasão de divisas. Desta forma, o dirigente pode pegar até 10 anos de prisão.
O diretor financeiro da entidade, José Carlos Salim, e o secretário geral, Marco Antônio Teixeira, foram denunciados ao lado do presidente. Além disso, também foram pedidas as quebras dos sigilos fiscais e bancários desde de 1998 de todos os envolvidos.
Enquanto Teixeira pode pegar uma punição de dois a seis anos em função da evasão de divisas, a pena pela prestação de falsa informação varia entre um e quatro anos de reclusão. De acordo com o procurador da República, Marcelo Freire, a CBF maquiava remessas de dinheiro ao exterior com empréstimos do Delta Bank.
Após testemunhar o fracasso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o presidente Ricardo Teixeira retornou ao país nesta quarta-feira. No entanto, o dirigente ainda não se pronunciou sobre o assunto. Ele se perpetua no comando da Confederação Brasileira de Futebol desde 1989.
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