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O consórcio russo Renova confirmou nesta quinta-feira a compra dos direitos para organizar 24 amistosos da seleção da Argentina durante os próximos cinco anos.
"Para nós, este é exclusivamente um projeto empresarial. Atualmente, o interesse no futebol no mundo é muito alto e aumenta a cada dia, como pudemos comprovar na Copa do Mundo", assegurou Andrei Shtorj, porta-voz do grupo, à agência Interfax.
No entanto, ele disse que a Renova não investe dinheiro no futebol por tratar-se de um esporte, mas no direito a organizar jogos com a participação das seleções mais fortes do planeta.
A Renova assumirá as despesas de transporte e alimentação dos jogadores argentinos nos 24 amistosos em questão, todos fora do território argentino.
Na hora de assinar o contrato com a Associação do Futebol Argentino (AFA), o consórcio exigiu que fosse feita uma lista de 30 jogadores, dos quais um mínimo de seis terá de estar em todos os jogos.
A AFA receberá um total de US$ 18 milhões (R$ 39 milhões), ou seja, US$ 750 mil (R$ 1,6 milhões) por jogo.
"Temos consciência das despesas do acordo com a AFA, mas também conhecemos a estrutura das possíveis receitas. O objetivo final de nosso investimento é lucrar", ressaltou o porta-voz da Renova.
O direito de transmitir os jogos em questão e de assinar contratos de patrocínio serão administrados pela Renova.
"Os esportes mais populares hoje em dia são os jogos e estes devem ser vistos como parte da indústria do entretenimento, que é um negócio por si só, como a produção de alumínio e a extração de petróleo", afirmou.
Andrei Shtorj reiterou que este projeto faz parte da nova política de diversificação geográfica dos investimentos do grupo.
O primeiro amistoso da Argentina acontece no próximo dia 16 de agosto, na Cidade do Cabo, contra a África do Sul, anfitriã da Copa de 2010.
O principal acionista da Renova, grupo de empresas com interesses em vários setores, é o magnata russo Victor Vekselberg, 49 anos e considerado um dos homens mais ricos do país.
Segundo parte da imprensa argentina, o técnico José Pekerman pediu demissão do comando da seleção por considerar inadmissível que um consórcio ditasse as datas e os adversários para os amistosos de preparação da equipe.
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