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A imprensa italiana uniu-se nesta quinta-feira para homenagear o técnico campeão do mundo, Marcello Lippi, que deixou a seleção italiana.
"Adeus e muito obrigado", começou um artigo na primeira página do jornal La Repubblica.
Lippi, 58 anos, deixou o cargo na quarta-feira. Segundo o jornal, ele é visto como o comandante de um barco, afastando a seleção da decepção da eliminação prematura da Copa do Mundo de 2002 e da Eurocopa de 2004 com o triunfo em Berlim.
"A viagem não foi de costa a costa, mas de águas turbulentas para a tranqüilidade, do enjôo do mar para o orgulho, da desilusão para o amor verdadeiro."
"Não foi uma viagem fácil e o barco não era o mais rápido, nem o mais bonito, mas era sólido. E quando o porto foi atingido, o piloto disse adeus", acrescentou o jornal.
Outras homenagens concentraram-se nos motivos da saída de Lippi. Em seu comunicado de demissão, ele disse simplesmente que "chegou o fim" o seu papel.
Mas diversos jornais disseram que ele cansou de ouvir seu nome envolvido com o escândalo de manipulação de resultados no Campeonato Italiano, cujo veredicto é esperado ainda esta semana.
A Juventus - clube que Lippi conduziu a cinco títulos da Série A e ao troféu da Copa dos Campeões de 1996 - está no centro do escândalo e pode ser rebaixada à terceira divisão, ou ainda abaixo.
Em maio, o filho de Lippi, Davide, foi questionado por magistrados de Roma que investigam a agência de esportes GEA World por acusações de "concorrência injusta com o uso de ameaças e violência".
O La Stampa classificou a renúncia de Lippi de "adeus premeditado, nascido das histórias baratas que chegaram de todas as direções".
"Ele não se esqueceu dos dias em que o escândalo ameaçava fazê-lo ir para o brejo", disse o Corriere della Será.
"Sem esses atritos, Lippi teria ampliado seu contrato e liderado o time para campanha de classificação para a o próximo Campeonato Europeu."
O Corriere dello Sport>/i> disse que Lippi colocou-se agora em posição acima das críticas.
Seu sucessor, segundo o jornal, será o ex-jogador do Milan e da seleção italiana Roberto Donadoni, ou o ex-técnico do Milan Alberto Zaccheroni.
O primeiro é o favorito, apesar de ter apenas oito meses de experiência como treinador no Campeonato Italiano.
O jornal La Gazzetta dello Sport também cita Donadoni como favorito para conduzir a Itália no primeiro jogo das Eliminatórias para a Euro 2008, contra a Lituânia, no dia 2 de setembro.
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