|
|
 |
Busca |
|
Faça sua pesquisa na Internet:
|
 |
|
O presidente francês, Jacques Chirac, disse nesta sexta-feira que a cabeçada que o jogador francês Zinedine Zidane deu no italiano Marco Materazzi na final da Copa da Alemanha 2006 "não é aceitável", mas considerou que é "compreensível".
"Seu gesto não é aceitável, isso é evidente, e ele disse isso com muito valor, claramente (...). Não se pode aceitar, mas se houve uma ofensa enorme (...) é possível compreender", afirmou Chirac em sua tradicional entrevista televisionada por ocasião da festa nacional francesa - quando se comemora a tomada da Bastilha.
O chefe de Estado francês disse que, "para que um homem como Zidane, um homem equilibrado, tivesse uma reação dessa natureza deve ter havido algo".
Chirac reconheceu que não estava sendo objetivo em sua avaliação, pois disse sentir "muita admiração, estima e respeito" por Zidane, e isso "provavelmente" influi "um pouco".
O chefe de Estado francês lembrou que a Fifa abriu uma investigação e, "nesse momento, veremos quem é o responsável, e especialmente se houve ou não provocação".
"Se houve uma provocação enorme, o que ignoro, não é possível aceitar, mas é verdade que é possível compreender a reação de um homem", concluiu Chirac.
Ao ser perguntado por um dos entrevistadores, se ele sentia a necessidade de dar "cabeçadas de vez em quando", Chirac respondeu com uma gargalhada. "Tento me conter", disse.
Um dia depois da final da Copa, com a vitória da Itália nos pênaltis, Chirac recebeu a seleção francesa no Palácio do Eliseu, reiterou hoje sua "homenagem" à equipe da França e ao técnico Raymond Domenech.
Há dois dias, Zidane disse em duas entrevistas a diferentes televisões francesas que lamentava a agressão a Materazzi que o levou a ser expulso, mas que estava arrependido, e que havia sido uma reação a ofensas contra sua irmã e sua mãe.
|