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Seleções
Segunda, 31 de outubro de 2005, 12h17 
Adriano desmente Inter e nega pedido de dispensa
 
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O atacante Adriano desmentiu o site oficial da Inter de Milão, nesta segunda-feira, e negou que tenha pedido dispensa das partidas da Seleção Brasileira, em novembro, contra Emirados Árabes Unidos e uma equipe do Kuweit, alegando que precisaria se recuperar de uma contusão no ombro.

"Em nenhum momento pensei em pedir dispensa. Para mim é um mérito estar na Seleção, é a conquista de uma vida toda de trabalho. Apesar da dor incomodar, vou seguir o tratamento de recuperação para jogar pela Seleção e também pela Inter", disse o jogador da Inter de Milão em nota de sua assessoria.

No último sábado, Adriano havia dito ao site de seu clube que seria importante ficar de fora das partidas no Oriente Médio, nos dias 12 e 15 do mês que vem, porque ainda não está totalmente livre das dores.

Segundo uma assessora do jogador, as afirmações de Adriano colocadas no site da Inter foram mal interpretadas.

"Ainda não estou 100%, meus ombros ainda doem um pouco e uma semana de treinos aqui na Itália seria importante para minha recuperação", disse Adriano, de acordo com o site oficial da Inter.

"Estou conversando com o pessoal da Seleção Brasileira e espero que eles entendam minha situação. O melhor a fazer no momento seria ficar em Milão."

Apesar das dores, Adriano disputou os últimos dois jogos da Inter no Campeonato Italiano, inclusive o empate por 2 a 2 com a Sampdoria, no sábado.

No Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirmou em seu site oficial que o jogador realmente não havia solicitado a liberação e que já tinha conversado com o médico da seleção, José Luis Runco.

"Conversei com o Adriano, antes da convocação, e ele me garantiu que estava tudo bem e que por isso estava à disposição da seleção brasileira para participar dos amistosos", disse Runco.

Os jogos contra Emirados Árabes e Kuweit All-Stars são os últimos do Brasil em 2005. A seleção tem apenas mais uma data reservada pela Fifa para amistosos antes do início da Copa do Mundo da Alemanha, em junho do ano que vem.
 

Reuters

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