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A Inter de Milão enviou uma carta à Confederação Brasileira de Futebol, com cópia para a Fifa, na qual solicita que o técnico Carlos Alberto Parreira conte com o atacante Adriano apenas no primeiro dos dois próximos amistosos da Seleção.
Giacinto Facchetti, presidente da Inter, disse que abordou o assunto por telefone com Parreira.
"Comunicamos que estamos dispostos a liberar o jogador (Adriano) apenas para o primeiro dos amistosos do Brasil. Pedimos, portanto, que Adriano possa voltar à Itália no domingo, para poder treinar uma semana seguida com (Roberto) Mancini (técnico) antes da volta do Campeonato Italiano", avaliou Facchetti.
A Seleção Brasileira enfrentará a seleção dos Emirados Árabes em Abu Dhabi, em 12 de novembro, e o All Stars Team, do Kuwait, três dias depois.
O presidente da equipe italiana declarou que, "logicamente, o melhor teria sido que (Adriano) não tivesse sido convocado para nenhuma destas duas partidas. Mas não queremos colocar empecilhos. A ele seria bom também jogar um amistoso pela Seleção. Mas só um", completou.
"Falei com o Parreira e expliquei a ele que, em interesse principalmente do Adriano, e portanto da Inter e do Brasil, é preciso levar em conta a possibilidade de melhora de suas condições físicas. Necessita de treinamento", disse Facchetti.
O dirigente da Inter disse que Parreira respondeu que "uma decisão similar poderia colocá-lo em situação difícil com o resto dos convocados e seus respectivos clubes".
"Então lembrei que o Adriano fez muito pela Seleção, e que disputou o amistoso contra o Sevilla na íntegra, assim como contra a Bolívia pelas Eliminatórias, apesar de o Brasil já ter garantido vaga na Copa do Mundo da Alemanha".
Um caso diferente, segundo Facchetti, é o do goleiro Júlio César. A Inter não vê problemas em ceder o camisa um para os dois amistosos da Seleção Brasileira.
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