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Segunda, 23 de janeiro de 2006, 17h44 
Mantorras quer fazer Angola brilhar na Copa
 
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O atacante Pedro Manuel Torres "Mantorras", do clube português Benfica, órfão desde os 15 anos e arrimo de família desde a adolescência, conseguiu deixar para trás a miséria e agora quer fazer Angola brilhar na Copa da África e na próxima Copa do Mundo.

"Não esqueço minha vida. Fui jogar com a seleção angolana de jovens num torneio com Angola, Brasil, Moçambique. Um senhor me observou durante o torneio e fui fazer um teste com o Barça B. Isso abriu muitas portas para mim", disse o jogador.

"Comecei a vida jogando na rua com outras crianças, com bola de meia, descalço. Um homem chamado Bundos me chamou para jogar com o Progresso, e começei a jogar no clube. Nã estava acostumado a usar chuteiras, jogava descalço. O clube decidiu pagar a ele 100 dólares por mês, o que mal dava para comprar coisas básicas, como arroz ou açúcar. Era muito difícil", recordou.

No entanto, o angolano soube superar todas as dificuldades e foi pavimentando seu próprio caminho no mundo do futebol até o momento atual, no qual muitos o comparam com outro ídolo eterno do Benfica e também de língua portuguesa, o moçambicano Eusebio.

"É importante jogar com nossas seleções, porque somos africanos e temos que respeitar nossas origens. É importante lembrar, quando estamos jogando na Europa, que somos africanos. Para mim, jogar com a seleção é muito bonito, muito bonito representar meu país, porque tenho muito orgulho de ser angolano", disse.

"Quando fui para o Barcelona B, minha mãe havia falecido três meses antes. Não conheci meu pai, morreu quando tinha alguns meses. Foi difícil. Continuo estudando. Vou ser arquiteto, falta pouco para tirar o diploma e continuarei estudando."

Mantorra afirma, também, que Angola é uma seleção com muitos talentos e que o futebol africano tem muito a dizer.

"Na Copa queremos fazer una boa campanha, mostrar bem a África e (mostrar) que não classificamos por acaso. Vamos representar bem o continente", completou o destaque de Angola e do Benfica.


 

AFP

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