Boletim
Receba todas as novidades por email

 Fale conosco
Envie suas sugestões ao canal

 
Seleções
Quinta, 16 de março de 2006, 15h45 
Técnico da Itália faz alerta ao favorito Brasil
 
Últimas de Itália
» Bush felicita Prodi pela conquista da Itália
» Treze da seleção italiana estão nos clubes punidos
» "Meu filho se chamará Dortmund ou Berlino", diz Grosso
» Zidane estava nervoso e fora provocado, diz Buffon
» Todas as notícias de Itália
» Todas as notícias de Brasil
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

Marcello Lippi manteve o discurso mais recorrente quando o assunto é Copa do Mundo e apontou, nesta sexta-feira, o Brasil como grande favorito ao título da competição. No entanto, o técnico da seleção italiana alertou Carlos Alberto Parreira e seus comandados sobre alguns de seus principais concorrentes.

Leia mais notícias da Copa do Mundo
Confira os grupos e a tabela

O treinador apontou a sua equipe e outras cinco que podem tirar os pentacampeões do caminho da sexta conquista. Disse ainda estar satisfeito com a boa fase da Itália, mas lembrou que muita coisa pode mudar até o início do Mundial, marcado para o dia 9 de junho. Confira a entrevista:

O Brasil é o favorito ao título da Copa?
O Brasil é sempre o favorito, a principal equipe de uma Copa. Tenho certeza de que os brasileiros estão contentes com isso, sentem-se favoritos. Essa é a realidade, mas isso não significa que vão ganhar. Há outras equipes fortes como Argentina, Alemanha, Inglaterra, França, Holanda e Itália, que chegam à Copa com a esperança de vencer. Todos sabemos que o favorito é o Brasil, apesar de o Parreira ser um admirador do futebol italiano e dizer, sempre que me vê, "aí está o novo campeão mundial".

Pelo grande número de estrelas, o Parreira tem um bom problema na hora de elaborar a lista final com os 23 atletas que vão à Copa. Você tem essa dificuldade?
Cada técnico deve fazer escolhas, mas fica contente quando tem que realizá-las, pois isso significa que tem grandes jogadores. Eu tenho muitos jogadores valiosos à disposição. Já tenho a minha lista quase pronta, mas faltam ainda dois meses.

O que você sabe sobre os adversários da Itália na primeira fase?
Sabemos mais da República Checa por ser uma equipe européia que tem grandes jogadores. Acompanhei Gana na última Copa da África, mas aquele era um time desfalcado, pois dois ou três de seus principais jogadores não estavam lá. Eles são fortes física e tecnicamente e querem surpreender. Sobre os Estados Unidos, sabemos que é um time que sabe da sua própria força, tem muita confiança e força física.

Acha que sua seleção pode manter a boa impressão deixada nos amistosos contra Holanda e Alemanha?
Estas são impressões que esperamos manter. Entretanto, à medida que a Copa se aproxima, há altos e baixos. Não é possível pensar que um time irá render sempre o máximo, há momentos nos quais isso não acontece. Por isso, não se deve deixar enganar pela goleada sobre a Alemanha. O amistoso deixou impressões falsas sobre as diferenças entre as duas equipes, o resultado foi fruto de uma tarde particularmente negativa para eles e positiva para nós.

A Itália não se sente inferior a ninguém?
Não, não nos sentimos inferiores a nenhuma equipe. Porém, isso não deve ser confundido com um sentimento de superioridade. Isso seria um sintoma de grande presunção.

Todos se perguntam se Francesco Totti estará recuperado até a Copa.
Falar dele é como falar de Ronaldinho ou Messi, pois trata-se de um jogador de alto nível. Totti já nos deu um grande exemplo quando, logo após a contusão, disse que ali começava a trabalhar para a Copa. Todos esperam que os grandes jogadores, como ele, estejam no Mundial.

Nos últimos dias, a praga do racismo voltou a aflorar nos campos de futebol. Qual a sua opinião?
Sou contrário a qualquer forma de racismo. Há cinco anos, ao chegar a Viareggio, cidade em que vivo, vi um cartaz com a frase "Uma só raça, a raça humana". Gostei muito dela, tanto que a menciono freqüentemente. Todos temos vontade de combater uma coisa tão negativa e feia.
 

Lancepress!