Copa América 2007

Terça, 26 de junho de 2007, 10h03 

Ordaz terá feijoada durante jogo do Brasil


Rafael Prada/Terra

Torcedores terão feijoada durante jogo do Brasil em Puerto Ordaz
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No exato momento em que o Brasil estiver entrando em campo contra o México, às 21h45 (de Brasília), na estréia da equipe de Dunga na Copa América, um grande grupo de brasileiros estará desfrutando de feijoada, pão de queijo e caipirinha no único restaurante brasileiro de Puerto Ordaz, na Venezuela.

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Aberto há quatro anos em um grande centro comercial da cidade, o "Sabor Brasil" tem donos genuinamente brasileiros e conquistou não somente o povo local, mas também virou ponto de encontro para aqueles que deixaram o País para tentar a sorte no Estado Bolívar.

Os empresários Francisco Edson e Maria Jesus exportavam verduras desde a década de 90 para o Brasil. Moradores de Teresina (PI), eles cansaram das viagens e decidiram se instalar de vez em Puerto Ordaz. Há pouco mais de um ano, receberam a filha Mariane Gama, que chegou para estudar espanhol e fica, pelo menos, até setembro.

"Trabalhamos com exportação desde os anos 90, levando para o Brasil o que produzimos aqui e ficávamos viajando muito. Então decidimos vir para cá e fomos muito bem recebidos, nunca tivemos qualquer problema com eles", conta Maria.

A filha Mariane, que não acreditava que o negócio poderia dar tão certo, conta como será a festa de quarta-feira à noite, quando a Seleção Brasileira fará sua estréia no torneio continental.

"Será uma grande festa, com tudo nas cores do Brasil, teremos muito verde e amarelo. Vamos servir feijoada, muito farofa, pão de queijo, carne, guaraná e caipirinha. Esperamos lucrar mais com a presença do time na cidade", explica.

Com sete funcionários - três brasileiros e quatro venezuelanos -, todos no restaurante usam roupas com cores do futebol brasileiro. O evento tem um precedente: na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, muitos foram ao restaurante acompanhar os jogos do time, à época, de Parreira.

"Na Copa isso aqui foi um desespero só, gente até nas escadas. Mas foi lindo, todo mundo com as camisas iguais, eles nos abraçaram com carinho. Tudo que é do Brasil faz sucesso aqui", conclui Mariane.


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