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O meia Zé Roberto disse nesta sexta-feira que não se arrependeu da decisão de deixar a Seleção Brasileira, mesmo depois da estréia com derrota da equipe na Copa América diante do México, na quarta. O novo reforço do Bayern de Munique esteve nos estúdios do Terra, inclusive respondendo a perguntas de internautas, e aproveitou para minimizar as críticas do técnico Dunga pelo pedido de dispensa, além de desmentir uma carta divulgada na Internet em que faria críticas à violência no Brasil.
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"Não me arrependo de ter tomado a decisão de deixar a Seleção, até porque foi muito difícil. Foram dez anos jogando na Seleção, mais de 100 convocações e 80 jogos, mas não me arrependo de forma alguma, até porque abro a possibilidade de atletas mais jovens serem convocados. Agora é ficar na torcida e espero que a Seleção faça uma grande Copa América", declarou o meio-campista.
O jogador aproveitou para explicar também que não foi o autor da carta que circulou na Internet nas últimas semanas, na qual explicaria que estava deixando o futebol brasileiro por conta da violência no País. "Eu vejo diversas palavras escritas (na carta), vejo meu nome, mas não vejo minha assinatura. Não escrevi essa carta", reiterou.
Zé Roberto ainda disse que o técnico da Seleção, Dunga, acabou sendo infeliz ao criticá-lo por conta do seu pedido de dispensa. O treinador havia dito que "seqüestro, no Brasil, era uma coisa recente", ironizando supostas justificativas do meia para explicar a sua saída.
"Fiquei surpreso com as declarações do Dunga. Depois da Copa, no ano passado, já havia falado que meu ciclo tinha terminado e que daria a minha oportunidade, caso aparecesse, para jogadores mais jovens. Até porque, com 36 anos, ficaria muito difícil disputar a próxima Copa do Mundo", disse.
Segundo Zé Roberto, que chega na próxima semana ao Bayern de Munique, Dunga acabou se baseando em uma suposta entrevista publicada por um jornal alemão, a qual o jogador não teria concedido. "Acho que ele foi meio infeliz nessas declarações, mas isso já faz parte do passado. O que resta agora é torcer pela Seleção e que eles possam vencer a Copa América", afirmou.