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O forte esquema de segurança que foi montado para a Seleção Brasileira durante a Copa América pela primeira vez falhou em Maracaibo e deixou os jogadores à mercê do bom senso dos torcedores que conseguiram, aos poucos, invadir o hotel onde o elenco está concentrado.
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Ao contrário das sedes anteriores (Puerto La Cruz, Puerto Ordaz e Maturín), quando os soldados da guarda nacional chegavam a revistar ostensivamente até mesmo integrantes da imprensa, o acesso ao local é praticamente liberados a caçadores profissionais de autógrafos, que revendem o "troféu" na Internet, e torcedores.
Para evitar o contato direto com os atletas, seguranças foram espalhados em setores cruciais no interior do hotel, como elevadores, andares onde a Seleção está hospedada e piscina, usada nas folgas dos jogadores e também para exercícios musculares.
Sem permitir fotos ou se identificar, um dos comandantes da polícia local explicou que todas as ações executadas são decididas em conjuntos com a direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), sem especificar qual pessoa seria a indicada para responder as questões da reportagem.
"Tudo o que foi feito durante a Copa América e aqui (em Maracaibo) saiu de uma decisão conjunta com o pessoal do Brasil", afirmou, sem deixar claro por qual razão torcedores subiam e desciam nos elevadores atrás de Robinho, Diego e Cia.
A gerência do hotel preferiu não se pronunciar sobre o fato, que deve se intensificar no dia da final do torneio, que será decidido contra a Argentina, às 18h05 (de Brasília).