Copa América 2007

Segunda, 16 de julho de 2007, 16h34 

Basile lamenta derrota argentina na final

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"Para o Brasil tudo saiu bem, mas para nós tudo foi mal", disse nesta segunda-feira o técnico da seleção argentina, Alfio Basile, ao comentar a final da Copa América-2007 da Venezuela, na qual os argentinos sofreram goleada por 3 a 0 dos eternos rivais.

"Ganharam bem. Desta vez o Brasil, que tudo mundo dizia que não ia bem, veio com uma disposição que até esse momento não tínhamos visto. Para eles, tudo acabou bem e para nós, tudo mal", disse Basile em seus primeiros comentários sobre esta segunda derrota que sofre para o Brasil desde que voltou ao comando técnico da seleção argentina.

Ao chegar a Buenos Aires, Basile concedeu uma entrevista coletiva na sede da Associação do Futebol Argentino (AFA), em Ezeiza, ao lado dos jogadores Roberto Abbondanzieri, Javier Zanetti e Gabriel Heinze, em meio à desolação de uma sala quase vazia de jornalistas.

"Tenho que ter cabeça forte. Dói-me (a derrota) e não estou contente. Acreditei que íamos ganhar a final da Copa América para voltar a conquistar um título que Argentina não ganha desde 1993", disse.

A Argentina "não teve clareza em nenhum momento", admitiu. De todos os modos, o técnico disse que a passagem da Argentina pela Copa América foi positiva. "A equipe se matou (se esforçou o máximo) em todos os jogos, jogou bem até o domingo", insistiu.

"Todo mundo, todos os dias, com as pessoas assistindo às partidas, o rating (de audiência da transmissão dos jogos da Argentina), a mística e tudo mais desmoronou no domingo", lamentou Basile, que lembrou ter tentando pôr panos quentes na euforia excessiva.

Sobre a tática da final, Basile assegurou que "programamos tudo como sempre. Porém, quando duas potências se enfrentam, o que começa melhor ganha. Marcaram um gol aos três minutos e logo nos superaram".

"Sabíamos que o Brasil ia jogar assim, mas eles não têm grandes jogadores. Jogaram a pedra para o outro lado. Ontem vimos. Não me surpreendeu nada. A surpresa foi que marcaram aos três minutos", repetiu em alusão ao gol do volante Júlio Baptista, que abriu a porta para o triunfo brasileiro.

Questionado por que não fez mudanças na equipe no segundo tempo, quando Argentina perdia por 2 a 0 e não parecia encontrar o caminho para o gol, Basile se limitou a dizer: "porque tinha que tirar sete e preferi apoiá-los".


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