África do Sul e Iraque empatam na estréia; cornetas soam forte

14 de junho de 2009 • 12h55 • atualizado às 16h56
Joel grita na estréia sul-africana: empate sem gols com Iraque Foto: AP
Joel grita na estréia sul-africana: empate sem gols com Iraque
14 de junho de 2009
Foto: AP

Allen Chahad

Direto de Johannesburgo




Não foi a estréia que os sul-africanos queriam. Contra o Iraque, a seleção da casa não conseguiu sair do 0 a 0 na primeira rodada da Copa das Confederações, neste domingo, no estádio Ellis Park. No final do jogo, os mesmos corneteiros que apoiaram muito com a bola rolando sopraram com um certo ar de insatisfação. Mas até conformados...

Algumas sopradas foram mais especificamente direcionadas ao treinador brasileiro Joel Santana. Desde o começo do segundo tempo de jogo, por volta dos 13min, fãs pediram que o comandante tomasse alguma providência. Quase todos levantavam e fizeram gestos com os braços clamando por substituições. Mudanças vieram mais tarde, mas não surtiram efeito.

Na próxima rodada, quarta-feira, os Bafana Bafana vão enfrentar a Nova Zelândia, enquanto o Iraque terá a Espanha pela frente. Apenas os dois classificados de cada grupo avançam para a fase semifinal do torneio que serve como teste da estrutura para a Copa do Mundo de 2010.

Nos próximos jogos estarão sempre presente os corneteiros. Levar a corneta para o estádio e soprar o jogo inteiro é tradição no país. Antes do jogo, vendedores ambulantes fazem a festa vendendo os instrumentos. Dentro do estádio, o barulho é tão insistente e ensurdecedor que os organizadores pediram para a torcida só soprar depois do apito inicial. Mas pouco adiantou. Foi um dia todo de cornetas soando.

O Iraque começou com a ousada proposta de sair para marcar o adversário no seu campo de ataque. Até surtiu efeito no começo do jogo e deixou os jogadores sul-africanos um pouco nervosos, sem conseguir controlar a bola.

Mas, aos poucos, os iraquianos recuaram e passaram a jogar no chutão em busca de um contra-ataque. Os donos da casa passaram a dominar a posse de bola, mas pecavam no último passe ou na finalização.

O lance crucial do jogo aconteceu aos 37min do segundo tempo, quando Teko Modise cruzou da esquerda, o goleiro Mohammed Kassid saiu errado do gol e Katlego Mashego cabeceou. A bola foi em direção à rede, naquele que seria o gol da vitória... Mas a bola bateu no sul-africano Bernard Parker, que estava de costas e não viu o lance. Acabou salvando os iraquianos num lance que pode entrar para a história com um dos gols perdidos mais incríveis e curiosos.

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